Cientistas alertam para o aumento do número de elefantes nascendo sem as presas


Foto: Bored Panda/Reprodução
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Há diversos itens de colecionador, raros e exclusivos, cobiçados por milionários do mundo todo, muitos deles pagariam qualquer preço para possuí-los: carros, quadros, joias, entre outros bens materiais. Infelizmente, o custo de alguns desses itens cobiçados têm um preço maior do que aparentam, alguns chegam a custar a vida de um animal indefeso.

O marfim sempre foi considerado símbolo de status e poder aquisitivo. Esculturas de arte feitas com o material alcançam valores altíssimos. Existe até uma crença popular ignorante de que ele possa curar numerosas doenças (como o câncer) e tenha o poder de aumentar a virilidade e a força.

A morte de elefantes por suas presas tem ocorrido há muitos anos. Esta prática já ameaça a sobrevivência de elefantes africanos e asiáticos. Segundo o The Elephant Census (entidade filantrópica que estuda e protege os elefantes) esses animais podem estar extintos nos próximos cinco anos se a taxa de extermínio da espécie se mantiver nos mesmo níveis que agora.

Foto: Bored Panda/Reprodução
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Presas de elefante têm sido alvo de caçadores ávidos por dinheiro ao longo da história, feitas de marfim e de difícil acesso são consideradas um dos artigos mais valiosos no mercado paralelo, e mesmo que matar esses animais inocentes pelo material de suas presas seja estritamente ilegal, ainda há uma enorme demanda por ele em muitos países ao redor do mundo, o que alimenta esse comércio cruel.

Ainda que o tráfico nacional e internacional de marfim seja estritamente ilegal, ele continua acontecendo.

Porém um novo movimento da natureza pode estar mudando o rumo dos acontecimentos.

Recentemente cientistas do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique (África), notaram um fenômeno que vem acontecendo com os elefantes. Segundo a National Geographic, a maioria dos elefantes idosos que sobreviveram à guerra civil e à caça eram elefantes nascidos sem presas.

Agora, os pesquisadores descobriram que um terço dos elefantes em Moçambique não têm presas, ou seja, estão nascendo sem elas.

Foto: Bored Panda/Reprodução
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Costumava haver apenas cerca de 4% de elefantes nascidos sem presas no território, mas esse tipo de animal raramente é morto, desta forma, eles estão se reproduzindo rapidamente e suas populações estão crescendo.

Depois que a notícia sobre os elefantes sem presa se espalhou, muitos classificaram o fenômeno como a forma da mãe natureza de lutar contra o extermínio dos animais.

Com o aumento do número de elefantes nascendo sem presas, esse tipo de mudança pode acabar, de uma forma natural, com o tráfico cruel e desumano de marfim. No entanto, tudo na natureza funciona em conjunto e o efeito borboleta dessa mudança pode causar alterações em todo o ecossistema.

Mesmo que agora os cientistas não tenham notado nenhuma mudança significativa na maneira como os elefantes se comportam sem as presas, esses “dentes superdesenvolvidos” são muito importantes, além de serem usados pelos elefantes para conseguir comida em seu cotidiano.

De acordo com a National Geographic, há uma espécie de lagartos, que normalmente vive em árvores, que costuma ser espantada pelos elefantes (com as presas em função da altura, para se alimentar das folhas), então se o número de elefantes nascidos sem presas crescer, isso também pode afetar outras populações de animais.

Alguns especialistas argumentaram que a espécie poderia estar “evoluindo” para sobreviver.

Mas outros, com uma visão diversa, rapidamente entraram em cena para explicar que esse tipo de mudança não pode ser considerada evolução, pois é o resultado de uma atividade humana cruel e irresponsável que pode levar diversos outros problemas em nosso ecossistema.

Assim sendo caracteriza-se mais uma ocasião em que a interferência humana afeta o planeta de forma inesperada e imprevisível. Consequências e possíveis efeitos só poderão ser consistentemente avaliados com o tempo, mas uma coisa é certa, o novo “tipo” de elefantes que esta nascendo, não será alvo dos caçadores mercenários.


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