Irã proibirá uso de golfinhos em cativeiro para entretenimento humano

A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

Foto: Pixabay

Golfinhos são seres extremamente inteligentes e ativos, mas são perseguidos,caçados e explorados em instalações aquáticas.

Treinados com provação de comida e castigos, eles são obrigados a realizar truques em minúsculos aquários.

Felizmente, o governo iraniano anunciou que vai restringir o desenvolvimento de novos ‘dolphinariums’ no país. A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

O subdiretor do Departamento de Meio Ambiente , Hamid Zahrabi, disse ao Iran Front Page que o governo “não concorda com o desenvolvimento dos ‘dolphinariums’, já que os animais não devem ser explorados para fins recreativos.”

“Acreditamos que os centros recreativos podem ser construídos sem assediar animais e emitimos instruções para impedir a criação destes centros.”

Zahrabi também citou motivos religiosos para a posição do governo contra os parques, dizendo que treinar golfinhos para realizar truques “em alguns casos é haram (proibido pela lei islâmica).”

Existem atualmente quatro dolphinariums em operação no Irã. Ainda não está claro se o movimento irá restringir suas operações, no entanto, ele impedirá o desenvolvimento de novas instalações.

O Irã vem se mostrando preocupado com o bem-estar animal nos últimos anos. Em 2017, lançou um projeto de lei que “ proibiria a tortura e o assédio de animais, abuso sexual, procedimentos cirúrgicos desnecessários, testes científicos não aprovados e mutilação”, informou a Radio Free Europe .

Mortes em cativeiro

Tristes e misteriosas mortes de golfinhos aconteceram em uma instalação aquática do Arizona – em menos de dois anos, quatro animais perderam suas vidas.

Após a morte do quarto golfinho e dos protestos, no início de fevereiro, o Dolphinaris Arizona anunciou que fecharia temporariamente para uma reavaliação das instalações e dos animais por especialistas externos.

A Dolphin Quest, empresa que emprestou um animal ao recinto, rescindiu seu contrato no dia seguinte à morte.

Dois dos quatro golfinhos restantes da instalação foram devolvidos ao Dolphin Quest, enquanto os outros foram transferidos para outra instalação licenciada enquanto o Dolphinaris Arizona estiver sendo avaliado.

Ativismo

O Greenpeace e a PETA já se manifestaram diversas vezes contra parques como o SeaWorld.

Um  documentário também foi feito para alertar sobre os horrores por trás das ‘belas’ apresentações.

“Blackfish”, de 2013, revelou o impacto que o cativeiro tem sobre os incrivelmente sociais mamíferos marinhos. O filme ganhou força e tornou-se diretamente responsável pelo declínio dos números de presença e pela consequente queda nos lucros do SeaWorld.

 

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