Pesquisadores britânicos desenvolvem bacon em laboratório


Foto: Pixabay

O mercado de carnes vegetais e ‘carnes limpas’ está em ascensão e traz novidades animadoras para quem busca por produtos livres de crueldade animal. A carne produzida em laboratório que pode acabar com o abate de animais e ‘salvar’ o planeta é uma das maiores promessas do futuro alimentar.

Agora, pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já estão cultivando células de carne em folhas de grama.

O processo baseia-se no que as empresas de carne limpa (também conhecida como “culta” ou “carne de laboratório”) já estabeleceram, mas usa grama como suporte estrutural (conhecido na indústria como “andaime”) para permitir que as células proliferem em comestíveis.

“A ideia era essencialmente, em vez de alimentar uma vaca com grama e depois comer a carne – por que não, entre aspas, ‘alimentamos nossas células de grama'”, disse o estudante de pós-graduação em engenharia química Scott Allan à BBC.

“Usamos como um andaime para eles crescerem – e então temos um andaime comestível que pode ser incorporado ao produto final.”

A equipe desenvolveu com sucesso células de suínos usando seus andaimes de grama, o que abre as portas para o crescimento do bacon – uma configuração de laboratório. As informações são do VegNews.

“O porco ainda está vivo e feliz e você tem muito bacon no final”, disse o estudante de pós-graduação Nick Shorten.

Bem-estar animal

O empresário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, entrou no mercado crescente de carne cultivada.

“Acredito que daqui a 30 anos não precisaremos mais matar nenhum animal e que toda a carne será limpa ou vegetal, terá o mesmo sabor e será muito mais saudável para todos”, disse Branson em um post no Site da Virgin em 2017 após investir na Memphis Meats.

“O sistema alimentar de carne limpa é seguro, bom para o planeta, para os animais e satisfaz os consumidores. A Memphis Meats espera uma conversão muito melhor de calorias; o uso muito menor água e terra; produção de menos gases de efeito estufa e a redução dos custos em relação à produção convencional de carne. É um enorme passo para o bem-estar animal.”


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