Estudo denuncia a morte de um milhão de cangurus


Um estudo experimental de ração para cangurus em Victoria (Austrália) descobriu que atiradores estão matando mais animais para aumentar seu lucro. O programa foi cercado por acusações de fraude e suborno, de acordo com um relatório do governo.

A legislação deste país permite que o cidadão comum, em posse de uma licença concedida pelo governo, possa matar os cangurus e até paga por isso. Alguns deles se tornam “assassinos profissionais” desses animais.

A desculpa usada para o extermínio dos seres sencientes é a contenção da superpopulação da espécie. A morte se torna a escolha mais fácil e simples quando demais alternativas compassivas estão na mesa.

O resultado do estudo realizado pelo governo, leva a crer que essa premissa perigosa abre espaço para fraudes, suborno e demais crimes envolvendo ambição humana. A que preço for.

Foi constatado um aumento de 250% no número de cangurus mortos em Victoria, desde o início do teste, em 2014. Um milhão morreu por causa do programa.

O relatório do Departamento de Meio Ambiente, Terra, Água e Planejamento foi liberado sob a diretriz de liberdade de informação para a Sociedade Australiana de Cangurus.

“Atiradores estavam matando mais cangurus para maximizar os lucros e davam preferência a cangurus do gênero masculinas pois quanto maior a carcaça mais dinheiro por ela”, dizia o relatório.

“O atual escopo do projeto é insuficiente para gerenciar os riscos associados ao estudo”, diz o relatório.

O relatório alertou ainda para os excessos que estão ocorrendo, como atiradores subornando proprietários de terra para ter acesso aos cangurus e agricultores cometendo fraudes e fornecendo informações falsas e enganosas sobre os pedidos enviados (de atiradores). Em um dos casos as autoridades já deram início aos trâmites legais para execução do processo.

Ainda de acordo com o relatório, os custos para o governo, que administra o teste, superaram os benefícios calculados durante o período experimental. Supostamente pelas fraudes.

A presidente da Sociedade Australiana de Cangurus, Nikki Sutterby, disse que quase metade dos cangurus de Victoria foi eliminada desde o início do teste, há apenas cinco anos.

“Centenas de milhares de cangurus indefesos foram brutalmente mortos ou deixados órfãos como resultado deste teste”, disse Sutterby.

Ela apontou para um estudo de 2014 que descobriu que atiradores profissionais, em alguns casos, tinham sido flagrados puxando cangurus por suas patas traseiras, enquanto os jogavam contra pedras, batiam em suas cabeças e os decapitavam sem misericórdia.

O departamento de meio ambiente insistiu que fez alterações no programa, incluindo protocolos de relatórios mais frequentes em relação ao número de canguru mortos e uma repressão às marcas remanescentes nas propriedades.

“O objetivo do programa é reduzir o número de cangurus com controle, independentemente do julgamento”, disse o representante do departamento.

Ele afirmou ainda que “o número de mortes de cangurus motivou mudanças no cumprimento, monitoramento e educação do programa e que fossem resolvidos os problemas que surgiram na avaliação e desempenho do mesmo”.

O programa de testes continua até o final deste mês.


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