Campanha pede a liberdade de baleias em cativeiro


Foto: PETA/Divulgação
Foto: PETA/Divulgação

Bem a tempo das multidões que chegam com a primavera, um caminhão enorme da PETA percorre a cidade americana de San Diego na Califórnia, sede do Sea World, dando a ilusão de que está transportando uma orca apática em um tanque apertado, para incentivar as pessoas a não irem ao famoso parque de shows, onde os mamíferos marinhos que deveriam estar livres, nadando até 140 milhas por dia no oceano, são mantidos prisioneiros em caixas de concreto apertadas.

O letreiro escrito sobre a imagem extremamente realista alerta:

“Nadadeiras atrofiadas, dentes quebrados, cativeiro minúsculo. Prisioneiro do Sea World. Não vá!”

“O corpo e a mente complexos e capazes que as orcas possuem desmoronam quando elas são forçadas a nadar em círculos intermináveis, dia após dia, nos tanques apertados do Sea World”, diz Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A imagem da orca, extremamente real utilizada pela PETA na campanha, chamará a atenção para o profundo sofrimento que esses animais enfrentam em cativeiro e, espera-se que inspire as pessoas a evitar o Sea World até que eles parem de manter orcas e outros animais em cativeiro”, diz ele.

“Os animais não são nossos para que os usemos como entretenimento”, diz uma parte do lema da PETA, essa visão se opõe ao especismo, doutrina supremacista e dominante no planeta, que vê o homem ser superior aos animais, podendo assim dispor deles como bem entende.

Na natureza, as orcas podem viajar até 140 milhas por dia em bandos que tem estruturas familiares.

Mas no Sea World, eles nadam sem propósito dando pequenas voltas, em águas cheia de substâncias químicas, dentro de tanques estéreis que, para elas, são do tamanho de uma banheira.

Muitos desses cetáceos têm os dentes severamente danificados, na maioria das vezes causados por roer as barras de metal dos tanques devido ao estresse (zoocose).

Mais de 40 orcas – incluindo Kayla de 30 anos – morreram sob os cuidados do Sea World, de causas como trauma grave, gangrena intestinal e insuficiência cardiovascular crônica.

Nenhuma delas sequer chegou perto da expectativa de vida máxima da espécie na natureza.

A PETA vem pedindo há muito tempo ao Sea World que desenvolva santuários para as orcas, destacando que o National Aquarium atualmente está construindo um santuário de golfinhos e que um parque marinho na China tem planos de transferir duas baleias para um santuário de águas abertas na Islândia.

Diversas organizações e empresas – incluindo Miami Dolphins, STA Travel e JetBlue, Southwest e United Airlines – encerraram suas ligações com o Sea World.


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