Agência americana retrocede em política de venda de cavalos para sacrifício


Foto: WAN/Divulgação
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A agência governamental americana, Bureau of Land Management (BLM, na sigla em inglês), revogou uma política imprudente que permitia a venda de cavalos e burros em território americano, e que poderia resultar em mais animais sendo vendidos para serem mortos no Canadá e no México.

Em maio, a BLM emitiu novas diretrizes na surdina visando aumentar o número de cavalos selvagens e burros protegidos pelo governo federal, que poderiam ser vendidos ao mesmo tempo, com supervisão mínima.

Segundo as novas diretrizes, 25 animais poderiam ser incluídos em uma única venda, sem tempo de espera entre as transações. Os compradores que pretendiam revender os animais para matá-los teriam a possibilidade de obter animais adicionais quase que imediatamente, sem perguntas.

Vários membros do congresso americano manifestaram intensa preocupação em relação às mudanças de política feitas pela BLM, citando a falta de transparência da agência e a aparente retirada do mandato de proteção (do congresso) para cavalos e burros selvagens.

Em uma carta bipartidária, a congressista Dina Titus (democrata) e o congressista Vern Buchanan (republicano) expressaram frustração ao perceber que a nova política de vendas da BLM removeu até mesmo as “salvaguardas mínimas postas em prática para evitar que cavalos e burros selvagens fossem adquiridos por compradores (com intenção de morte), transportados através de nossas fronteiras, e vendidos para consumo humano para nações estrangeiras”.

A Animal Welfare Institute (AWI, na sigla em inglês) trabalhou em conjunto com os legisladores no congresso para tratar do problema e intimou a BLM a reverter o curso de seu novo plano infeliz. Mais de 3 mil pessoas responderam a um alerta de ação, feito pela ONG, contrário às novas diretrizes.

Sob o governo Obama, a BLM endureceu sua política de vendas depois que o público soube que a agência havia inadvertidamente vendido 1.800 cavalos selvagens a um notório comprador (para morte) do Colorado. Nesta semana, a agência voltou atrás retornando à política mais prudente, que permite que um indivíduo compre no máximo quatro cavalos de uma só vez, com um período de espera de seis meses entre as transações.

“A política irresponsável da BLM teria rapidamente direcionado os cavalos selvagens protegidos pelo governo federal para o abatedouro, repetindo alguns dos erros mais notórios do órgão”, disse Joanna Grossman, PhD, gerente do programa eqüino do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

“Recomendamos à BLM que restabeleça as salvaguardas destinadas a impedir que os compradores (para morte) obtenham ilegalmente os estimados cavalos selvagens de nossa nação”, concluiu ela.


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