Mianmar, na Ásia, queima mais de 1 milhão de dólares em partes de animais selvagens


Foto: Pixabay

Organizado pelo Ministério de Recursos Naturais e Conversação Ambiental em oposição ao tráfico ilícito de animais silvestres, o evento comemorou o Dia Mundial da Vida Selvagem e marcou a segunda manifestação simbólica desse tipo no país. O primeiro ocorreu em outubro do ano passado, quando 1,3 milhão de dólares (cerca de 5 milhões de reais) em partes de animais selvagens apreendidos foram incinerado em um complexo do governo em Nay Pyi Taw , a capital de Mianmar.

No total foram 219 peças de marfim, 210 troncos de elefante, 527 ossos de tigres, leopardos e outros animais selvagens, 800 chifres diferentes e 134,7 kg de escamas de pangolim.

Apesar de ser signatária da CITES , o que significa que qualquer caça à vida selvagem é ilegal no país, Mianmar enfrenta sérios problemas com o tráfico e a venda de animais ameaçados.

U Win Naing Thaw, diretor do Departamento de Conservação da Natureza e da Vida Silvestre , declarou que enquanto lamenta a queima das partes da vida selvagem, ele se sente “mais triste pelos animais vivos que são comercializados ilegalmente”. As informações são do World Animal News.

O tráfico de pangolins na Ásia

Pangolins são considerados os mamíferos mais traficados do planeta.

Ano passado, a Malásia queimou aproximadamente nove milhões de dólares em escamas de pangolim apreendidas em uma operação para impedir o tráfico destes animais.

Foto: Pangolinsg.org

Um total de 2,8 toneladas foi incinerado na Nature Quality Center, Seremban, Negeri Sembilan, segundo informações postadas na página oficial Jabatan PERHILITAN Semenanjung Malaysia.

“O descarte de itens através de métodos de combustão garante que eles não retornarão ao mercado negro”.

Cerca de 3.000 pangolins foram mortos para a quadrilha obter os 2.800 quilos de escamas. A carga foi apreendida após tentativas de contrabandos que foram desviados pelo Departamento de Alfândega Real da Malásia (JKDM), no Porto Klang da Malásia entre maio e setembro de 2017.

Já na China, também em 2017, sacos e malas contendo partes de pangolins foram recolhidos de traficantes de animais selvagens em um porto em Shenzhen. Os oficiais do país anunciaram que esta apreensão está sendo considerada uma das maiores da história.

Aproximadamente 13 toneladas de escamas finas, acastanhadas e cinzentas foram encontradas e estimou-se que entre 20 e 30 mil animais foram assassinados para serem traficados para a China, onde se acredita que as escamas de pangolim tenham propriedades medicinais.


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