Seis labradores são mortos por pesquisadores após serem usados em testes de implantes


Seis labradores foram vítimas de morte por indução em uma universidade sueca como parte de um teste de laboratório para implantes dentários humanos. Os pesquisadores afirmaram que as mortes foram necessárias para que fosse possível a análise do efeito que os implantes teriam nos ossos, tecidos e sangue dos animais após mortos.

Os cães de apenas dois anos de idade e foram mortos na quarta-feira na Universidade de Gotemburgo (Suécia) que está sob uma onda de protestos furiosa após recusar as ofertas de adoção tanto de grupos de defesa dos direitos animais como de pessoas interessadas em oferecer-lhes um lar.

Por volta de 84 mil pessoas assinaram uma petição criada na intenção de salvar a vida dos labradores. A página do Facebook da universidade foi inundada com comentários desaprovando esse movimento assassino classificando-o de “vergonhoso e monstruoso”.

Cada um dos labradores teve mais de um terço de seus dentes extraídos e substituídos por implantes.

O Djurrättsalliansen (Animal Rights Alliance), grupo responsável pelo início da petição lutou de todas as formas para evitar que Venus, Milia, Mimosa, Luna, Lotus and Zuri fossem mortos como parte do experimento.

O comediante Rick Gervais e o ator Peter Egan da série Downton Abbey também somaram esforços na campanha, assim como ativistas britânicos do Animal Justice Project (Projeto de Justiça Animal, na tradução livre).

O vice reitor adjunto do setor de pesquisas da universidade, Göran Landberg, tentou contemporizar a situação dizendo: “É difícil chegarmos a um consenso sobre essas questões, mas o diálogo é importante”.

Embora diversas e variadas tentativas de diálogo tenham sido efetuadas com a universidade, a vida dos cães ainda assim foi tirada.

O caso provocou veio a público na mídia sueca, por meio de um veterinário chamado Mark Collins, que falou recentemente ao canal TV4, condenando o tratamento dado aos cães.

O Sr. Collins afirmou categoricamente: “Eu não entendo o porquê disso” – enquanto explicava como a remoção dos dentes de um labrador requer uma enorme força e causa ao animal uma dor substancial.

Ele acrescentou ainda que, por causa do estreito vínculo que esses animais têm com os humanos, o tratamento que receberam deixaria os cães “emocionalmente destruídos”.

Pela lei sueca, testes em animais são permitidos apenas se os pesquisadores puderem provar que este é o único meio de conseguir a informação necessária.

A universidade conseguiu essa aprovação e disse que a pesquisa está sendo realizada por um time altamente qualificado, que inclui veterinários entre os membros da equipe.

Mas a Aliança dos Direitos dos Animais alegou em sua investigação que foram descobertas anotações relativas à filhote chamada Vênus, que revelaram que ela estava sendo tratada por “feridas nos cotovelos”.

Eles também afirmaram que os cães estavam sendo mantidos em um quarto frio.

Segundo os pesquisadores os cães foram selecionados para os testes odontológicos pela semelhança entre a saliva e as bactérias orais deles com a de seres humanos. Usá-los como cobaias também permite que os pesquisadores coletem amostras de tecido, o que não é possível com os pacientes.

A premissa falsa para esta afirmação e as demais feitas pela universidade é a de que o ser humano pode dispor do animal como bem entenda desde que seja para o seu próprio bem. Como se fossem instrumentos a ser utilizados conforme a necessidade e não vidas capazes de sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em uma declaração postada em seu site, a universidade afirma: “Nós entendemos como os testes em animais podem despertar emoções fortes, mas também gostaríamos de enfatizar que a periodontite ainda é um grande problema de saúde pública, e a pesquisa aqui conduzida é crucial. muitas pessoas”.

“Os animais receberam analgésicos antes qualquer procedimento doloroso”, afirmaram os pesquisadores.

Jörgen Svensson, reposável pelo setor de segurança da Universidade de Gotemburgo, contou que na semana passada os pesquisadores da universidade foram ameaçados de morte.

“Eles ficaram aterrorizados e se sentem muito mal. Tomamos medidas de segurança para proteger aqueles que foram ameaçados“, disse ele.

Infelizmente para os cães é tarde demais para qualquer medida ser tomada. Suas vidas foram desperdiçadas em prol de pesquisas que beneficiariam humanos. Saudáveis e jovens, possivelmente encontrariam um lar amoroso se fossem destinados a adoção, mas a eles não foi a dada a simples e óbvia dignidade do primeiro direito universal: o direito à vida.


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