Cadela de família que devia impostos é vendida por fiscais na Alemanha


Fiscais da cidade de Ahlen, na Alemanha, cobraram uma dívida de impostos levando uma cadela da família inadimplente e vendendo-a na internet. De acordo com os jornais, a ideia inicial era confiscar uma cadeira de rodas de um membro da família, que era o item mais valioso da casa, mas por fim a cadela, da raça pug, acabou sendo levada.

Foto: BBC News Brasil/Getty Images

Edda, como é chamada, foi colocada à venda no site eBay por 750 euros, o equivalente a R$ 3,2 mil – metade do valor normalmente pago por um cão desta raça na Alemanha. A pessoa que a comprou, inclusive, suspeitou do preço baixo e ligou para o número do anúncio. Ao ser atendida por um funcionário da prefeitura, a policial Michaela Jordan recebeu a explicação de que a cadela havia sido vendida por aquele valor por ter sido retirada de uma família que devia dinheiro à cidade. As informações são do F5, da Folha de S. Paulo.

A cadela foi vendida como um animal saudável. Jordan, no entanto, descobriu que ela tem problemas de saúde. Desde que foi comprada, em dezembro, ela passou por quatro cirurgias devido a problemas oculares, incluindo uma operação de emergência no Natal. Pelos procedimentos, a nova tutora de Edda pagou cerca de 1.800 euros – o equivalente a R$ 7,7 mil. Jordan pede, agora, que o município a indenize.

A venda da cadela, no entanto, fez com que os filhos da antiga tutora de Edda sentissem saudade do animal. “A forma como acabou foi totalmente errada”, disse a primeira tutora da cadela. Ao jornal local Ahlener Tageblatt, ela afirmou que um oficial de justiça e dois fiscais da prefeitura estiveram na casa dela em novembro em busca de objetos com valor correspondente à dívida dela com a cidade.

Segundo ela, os fiscais apenas não levaram a cadeira de rodas de um dos moradores da casa porque o item não pertence à família, já que é de propriedade do seguro de uma associação de trabalhadores. Diante disso, resolveram levar Edda.

A antiga tutora afirma que sabe “que Edda está em boas mãos”, mas lamentou a falta que a cadela faz. Um porta-voz do município disse que levar o cachorro da família para quitar dívidas “não é o procedimento padrão”.

Nota da Redação: a ANDA repudia a atitude dos fiscais por entender que animais não podem ser tratados como objetos passíveis de venda. É inaceitável que uma ação que foi em busca de itens valiosos para abatimento de dívida termine com a comercialização de um ser vivo. Os animais devem ser respeitados como sujeitos de direito e não podem, em hipótese alguma, ser reduzidos a condição de mercadoria.


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