Produtor de alimentos veganos é proibido de usar palavra ‘queijo’ em mercadorias


Foto: Blue Heron

O crescimento do veganismo tem abalado a indústria de laticínios e, durante a Semex International Dairy Conference, na cidade de Glasgow, Escócia, no início de ano, vários diretores das maiores empresas e fábricas de laticínios expuseram os problemas enfrentados, culpando o crescimento do veganismo entre a população, assim como o movimento pelos direitos animais.

A presidente da NFU, Minette Batters, foi longe e pediu “tolerância zero” ao movimento pelos direitos animais e acusando os ativistas de “minar e atormentar” os produtores de laticínios.

Um exemplo desse incômodo é o caso da Blue Heron, uma loja independente de queijos veganos no Canadá que terá que deixar de usar a palavra ” queijo ” para comercializar seus produtos que são feitos de leite de coco, castanha de caju e amêndoas.

A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos enviou um e-mail à Blue Heron em Vancouver no final do mês passado, dizendo que recebeu reclamações sobre “produtos sendo rotulados como ‘queijo‘ quando supostamente não são”.

Segundo relatos, a Blue Heron não usa a palavra “queijo” em seus produtos, mas os utiliza em seu site e nas mídias sociais. Recusar-se a mudar a palavra seria, alegadamente, uma violação do Food and Drug Regulations Act.

“Se empresas veganas de queijo alternativo não podem usar queijo propriamente dito, e pelos próprios regulamentos da CFIA sobre pronúncia fonética, a palavra ‘cheeze’, é o que podemos usar?”, perguntou a fundadora da Blue Heron, Karen McAthy, ao Globe and Mail. “Eu sabia que isso acabaria sendo um problema.” Ais informações são do Plant Based News.

“Queijo” vegano

Uma loja de queijos veganos em Londres , no Reino Unido, também enfrenta atualmente pedidos semelhantes para abandonar a nomenclatura relacionada a produtos lácteos. A La Fauxmagerie, inauguradA recentemente em Brixton, foi alvo da organização agrícola Dairy UK, que ameaçou com ações legais caso a loja não deixe de usar a palavra-chave.

Foto: La Fauxmagerie

“A Dairy UK tem o dever de garantir que os benefícios nutricionais e de saúde dos laticínios reais sejam reconhecidos e comunicados aos consumidores”, disse um porta-voz da Dairy UK. “Preocupa-nos que os consumidores estão sendo enganados com o uso de termos de laticínios como o queijo pelo setor de base vegetal.

“É fundamental proteger o consumidor de descrições de produtos que sejam enganosas. Em primeiro lugar, entraremos em contato com a La Fauxmagerie para informá-los sobre a atual decisão da UE sobre a proteção dos termos de produtos lácteos.

“Como o leite, o queijo tem uma série de benefícios nutricionais e é fonte de vários nutrientes importantes, incluindo cálcio, proteína, vitamina A, fósforo e vitamina B12”.

Apoio

As fundadoras da La Fauxmagerie, as irmãs Charlotte e Rachel Stevens, disseram que ficaram espantadas com comentários da Dairy UK, que foram publicados em um artigo da The Telegraph .

Eles revelaram à Plant Based News que nem a Dairy UK nem o The Telegraph entraram em contato com eles antes do artigo ser publicado.

“Fomos totalmente surpreendidos pelo apoio da comunidade, tanto online quanto offline, e concordamos com nossos consumidores que nosso uso do termo ‘queijo à base de plantas’ não é confuso ou enganoso de qualquer forma”, acrescentaram.

“Continuaremos abertos ao público como de costume durante o nosso horário de funcionamento regular e continuaremos a servir a nossa fantástica base de clientes através do fornecimento do melhor queijo à base de plantas que o Reino Unido tem para oferecer.”

“Não é confuso”

Apesar desses casos no Canadá e no Reino Unido, uma pesquisa de 2018 dos EUA mostrou que os consumidores não são confundidos por termos como “queijo vegano”.

De acordo com a pesquisa do Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos (IFFC), menos de 10% dos consumidores americanos acreditam que os leites vegetais contêm qualquer produto lácteo.

O estudo mostra que 75% adicionais sabem que os produtos veganos não contêm leite de vaca, e os demais entrevistados não têm certeza. A IFCC diz que estes resultados mostram “um baixo nível de confusão do consumidor em relação à nomenclatura e diferenças básicas entre os dois”.

 

 

 

 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

FINAL FELIZ

CRUELDADE

CRISE ECONÔMICA

SINERGIA

MAUS-TRATOS

MAUS-TRATOS

PROTEÇÃO ANIMAL


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>