“Não matem os sapos-cururus com químicas ou pedaços de madeiras”, pede ONG


Há mais de 70 anos, a espécie venenosa, foi introduzida na Austrália numa tentativa de controlar a população de besouros, mas que acabou depredando várias outras espécies e se espalha pelo continente deixando um rastro de devastação ecológica, segundo artigo publicado na revista científica Nature.

Os comentários foram feitos na submissão da RSPCA ao inquérito do governo federal para controlar a propagação de sapos-cururu em toda a Austrália.

A organização de bem-estar animal diz que a matança de sapos adultos é “problemática em termos de custo-benefício, sustentabilidade e humanidade”.

Técnicas tradicionais de matar, como bater nos anfíbios com tacos de golfe ou cobri-las em agentes químicos como o Dettol, podem resultar em dor e sofrimento indevidos, disse a RSPCA.

Heather Neil, a executiva-chefe da organização, sugeriu que mais pesquisas precisam ser feitas para usar métodos de controle letais no estágio do girino.

O uso de um feromônio de supressão em ovos, prendendo girinos com um atrativo químico e, em seguida, matando-os através de resfriamento e congelamento, ou aumentando a predação de espécies nativas de girinos pode ser uma das opções.

“Do ponto de vista do bem-estar animal, há menos riscos associados à eliminação de estágios pré-adultos”, disse Neil.

Ela também acha que a edição genética da espécie invasora tem méritos, pois envolveria a introdução de sapos não tóxicos geneticamente modificados que poderiam então se espalhar e substituir a variedade tóxica.

“Esta abordagem tem potencial para mitigar os riscos do bem-estar animal“, disse ela.

A líder nacional, Pauline Hanson, também forneceu suas próprias soluções para controlar a praga. No mês passado, ela apresentou um plano para doações a trabalhos de recolhimento e bem-estar dos sapos-cururu. Eles também receberiam uma recompensa de 10 centavos por cada sapo que pegassem.

Os sapos capturados seriam então levados para as zonas de coleta do conselho, onde seriam colocados em um freezer para serem mortos. As informações são do Daily Mail.

Hanson também escreveu para o primeiro-ministro Scott Morrison pedindo-lhe para apoiar o plano, que seria financiado pelo governo federal e, inicialmente, duraria três meses no verão.

“Uma recompensa de 10 centavos pela coleta de cada sapo encorajaria a maioria dos australianos que vivem com a praga a assumir um papel ativo na redução de seus números até que uma medida biológica seja desenvolvida”, disse ela.

 


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