Mata paulista tem flagrante inédito de onça com filhotes


A imagem inédita feita em dezembro do ano passado e divulgada apenas agora empolgou todos os envolvidos com o trabalho de preservação e regeneração do Parque das Neblinas, área de seis mil hectares situada entre as cidades paulistas de Mogi das Cruzes e Bertioga.

Uma onça-parda surge tranquilamente com seus dois filhotes andando pela mata. Os poucos segundos de passeio dos felinos durante o dia são a prova de que o local tem oferecido as condições ideais para que os animais vivam e se desenvolvam.

(Foto: Reprodução / G1)

“O pessoal ficou muito feliz. O registro (da onça-parda com dois filhotes) é uma manifestação inequívoca de que o parque está dando suporte para a reprodução”. afirmou Paulo Groke, diretor de Sustentabilidade do Instituto Ecofuturo.

Ainda não se sabe exatamente quantos indivíduos da espécie circulam pelo lugar, mas há o interesse em se fazer um inventário para chegar a esse número. Antes, porém, o objetivo é determinar a população de antas por ali, que aparecem com frequência.

De qualquer forma, já há registros suficientes para mostrar que a área tem uma biodiversidade importante e bem próxima da Grande São Paulo.

Para avançar nas informações sobre as populações do lugar, o grupo que administra a área – que é particular – afirma que está de portas abertas para os pesquisadores e investidores nesse setor, oferecendo estrutura, segurança e menos obstáculos burocráticos para que os trabalhos sejam realizados.

O Parque das Neblinas cumpre um importante papel na conservação dos recursos naturais da Serra do Mar paulista, contribuindo para a proteção do maior contínuo de Mata Atlântica do Brasil, o Parque Estadual da Serra do Mar e a Serra de Paranapiacaba.

“O mais importante é reconhecermos o valor dessas áreas florestais próximas às grandes cidades. Além de garantir uma ampla biodiversidade, esses locais também promovem a qualidade de vida do entorno. Elas mostram que são capazes de abrigar diversas espécies, todas vivendo em condições ideais”, disse Paulo Groke.

O monitoramento realizado com dez câmeras espalhadas pela mata existe há pelo menos três anos e, além da onça-parda e seus dois filhotes, já mostrou diversas outras espécies, como uma jaguatirica, um gato-mourisco, diversas cuícas, queixadas (porco-do-mato) e antas.

No caso das onças, o registro mostra que o trabalho desenvolvido tem obtido resultados positivos: os animais apresentam um ótimo estado de saúde, o que significa perfeita adaptação ao meio.

“O próprio processo de reprodução exige uma energia muito grande e as imagens demonstram que os felinos estão em plenas condições”, explicou Paulo Groke.

Com seis mil hectares, sendo mil com florestas de cobertura muito próximas da vegetação original, o parque conserva a bacia do Rio Itatinga e promove pesquisa científica, manejo florestal, educação socioambiental, proteção da biodiversidade, restauração da Mata Atlântica e visitação.

São 1.253 espécies da biodiversidade identificadas e 58 pesquisas científicas já realizadas. No lugar, ainda existem 470 nascentes.

Preocupação

Mas, além de belas imagens, o monitoramento também capturou indícios de problemas que precisam de solução.

Imagens mostram pessoas andando pelo parque em direção a áreas onde existe um plantio de palmeiras juçara, muito visadas comercialmente. O número delas chegou a apresentar queda e, supostamente, dá a entender que as pessoas poderiam estar atrás desse material de forma ilegal.

Para responder a isso, a empresa que administra a área já promoveu o plantio de mais de 7 milhões de sementes da palmeira juçara, que é considerada vital para o equilíbrio da Mata Atlântica.

Fonte: G1


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