Estados Unidos

Dissecação virtual de animais poderá estar disponível em breve nas escolas

O House Bill 1537 exigirá que todas as escolas públicas, charter e privadas de Indiana desenvolvam políticas e programas que forneçam uma alternativa à dissecação de animais.

A dissecação animal é uma técnica arcaica vinda de uma época em que os seres humanos pouco sabiam sobre a anatomia dos animais.

Foto: John J. Watkins | The Times

Avanços tecnológicos e o aumento progressivo do entendimento sobre a sensibilidade animal vêm expondo que a dissecação animal é obsoleta, perigosa e antiética.

Segundo a PETA, diversos documentos comprovam os vários benefícios dos métodos que não envolvem animais, como a dissecação digital.

Parece que finalmente empresas e pessoas entenderam a crueldade por trás das desculpas educacionais. A Apple já lançou aplicativo para dissecação de sapos virtual e que pode poupar milhares de vidas.

Em Indiana, nos Estados Unidos, a deputada estadual Ragen Hatcher, D-Gary, tenta conseguir levar as escolas do estado por esse caminho.

Hatcher é autora do House Bill 1537 que, se aprovado, exigirá que todas as escolas públicas, charter e privadas de Indiana desenvolvam políticas e programas que forneçam uma alternativa à dissecação de animais para qualquer aluno que a solicite.

“É desumano matar animais apenas para o estudo”, disse Hatcher. “Especialmente hoje, há tanta tecnologia que podemos dissecar em uma tela e ter o mesmo impacto que se você fizesse isso pessoalmente. Essa é a coisa certa a fazer.”

De acordo com o seu plano, um aluno poderá optar por não participar de qualquer parte de um curso que inclua dissecação de animais, vivissecção, incubação, inflição de danos, captura, cirurgia, experimentos ou destruição. As informações são do NW Times.

As escolas, então, seriam obrigadas a fornecer um projeto educacional alternativo que oferecesse o mesmo conhecimento ao aluno, como a visualização de uma dissecação virtual ou o estudo de um modelo portátil de um animal dissecado.

A medida também proíbe escolas de penalizarem o estudante de qualquer forma por escolher não participar do uso em sala de aula de animais vivos ou mortos.

Hatcher disse que sabe que algumas escolas já permitem que os alunos optem por não fazer dissecações e outros estudos relacionados a animais.

Ela também disse que sua mãe há duas décadas enviou uma nota sobre isso a sua professora no ensino médio, então Hatcher não precisou dissecar um sapo.

A legislação especifica que ela se aplica particularmente a rãs, gatos, porcos fetais e minhocas, que, segundo Hatcher, são os animais mais comumente dissecados nas escolas de Indiana.

“Espero que eles não voltem e comecem a usar gopher ou algo assim”, brincou ela.

Hatcher disse que não procurou professores da Região antes de apresentar sua proposta. Embora ela tenha dito que os grupos de direitos animais a estejam apoiando.

Em 2015, a Thea Bowman Leadership Academy, uma escola charter de Gary, substituiu a dissecação de animais em seus cursos com o software Digital Frog doado pela PETA.

O software permite aos alunos dissecar rãs virtuais e contém animações do corpo vivo, comparações lado-a-lado de diferentes espécies e módulos sobre como os sapos soam e onde vivem.

“A decisão da escola de substituir a dissecação crua de animais poupará a vida de inúmeros sapos, economizará a escola e proporcionará aos alunos uma experiência de aprendizado mais efetiva e humana”, disse Justin Goodman, diretor de investigações laboratoriais da PETA.

A proposta de Hatcher está aguardando revisão pelo Comitê de Educação da Câmara, controlado pelos republicanos.

Polêmica no Brasil

Em 2012, um professor gerou polêmica na Escola Estadual Edmundo Pinheiro de Abreu, no Bairro São Francisco, em Goiânia, ao matar e dissecar dois coelhos em sala.

Muitos alunos, se recusaram a participar da aula mas não foram penalizados.

Na época, a Secretaria Estadual de Educação informou que uma lei federal permitia esse procedimento apenas em escolas de níveis superior e técnico, mas, como cada instituição de ensino em Goiás tinha seu próprio regimento, isso dificultava a fiscalização.

 

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