Confira dicas para proteger os animais do barulho dos fogos no Ano Novo


As festas de final de ano são repletas de fogos de artifício. O barulho provocado pelos explosivos causa verdadeiro terror nos animais, gerando casos de fuga, desaparecimento, atropelamento e morte, além de outros acidentes – como cães que acabam presos em portões, perfurados por hastes de metal, ao tentar fugir para se proteger do ruído.

Para tentar solucionar ou, ao menos, amenizar o problema, a bióloga e especialista em comportamento animal Luiza Cervenka de Assis publicou em seu blog no Estadão dicas de como proteger animais no barulho dos explosivos. Confira abaixo.

(Foto: Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock)

Aromaterapia

A lavanda é uma essência relaxante para cachorros e gatos e tem um efeito semelhante ao rivotril, porém de forma natural. O óleo essencial pode ser comprado em farmácias e diluído em álcool de cereal. Ele deve ser passado apenas na caminha e locais onde o animal vai ficar, jamais diretamente nele. Confira como fazer no vídeo abaixo.

Musica relaxante 

No YouTube e no aplicativo Spotify há playlists específicas para cães, denominadas “Relax my dog”. Colocadas em alto volume, elas podem ajudar a criar um clima mais relaxante para o animal. Há a mesma opção para gatos, com o nome “Relax my cat”.

Alimento preferido

Dar ao animal a comida favorita dele pode ajudá-lo a relaxar, mudando o foco dele dos fogos para o alimento. Além de colocar a refeição num comedouro, é possível também comprar bolas nas quais se coloca ração e entregar para o animal brincar. Se o animal passar a comer enquanto os explosivos são soltos, ele pode começar a relacionar os estampidos com algo positivo, o que aliviaria o medo dele.

Ambiente adequado

Preparar um espaço adequado para o animal, com uma casinha na qual ele possa se abrigar, é uma boa opção. É interessante que a casinha seja colocada num ambiente em que seja possível fechar portas e janelas para abafar o som externo. Tire objetos de vidro ou de qualquer outro material que represente perigo e cubra quinas de móveis para evitar acidentes. Esteja atento, já que é comum animais tentarem fugir por portas e janelas de vidro.

Amarração de tellington touch ou colete contra medo

Tellington touch é uma técnica baseada em pontos específicos do corpo do animal e que, se treinada com antecedência, pode funcionar e relaxar o animal. Amarrar o animal apenas na hora dos fogos não resolve. Isso porque ele pode associar o pano a coisas negativas e reforçar o medo. Há, também, coletes contra o medo à venda, que fazem o animal se sentir abraçado e protegido, mas que não pode ser usado em animais que odeiam roupas.

Companhia

Sair de casa para comemorar a virada do ano, deixando o animal sozinho, não é uma boa opção. Levá-lo para ambientes externos, como a rua ou a praia, também não é adequado, pois ele se sentirá desprotegido e pode fugir. O ideal é que o tutor esteja em casa com o animal, já que sozinho ele sentirá ainda mais medo. Se for para sair, o indicado é que a família saia quando os fogos já tiveram acabado e o animal estiver calmo.

Acalme o animal com a sua respiração

O tutor deve respirar profundamente para que seu coração bata mais devagar. Com isso, o cachorro deve regular com o estado do tutor e se acalmar. Se o animal permitir, é indicado colocá-lo próximo ao peito do tutor para que ele sinta as batidas do coração. No entanto, se ele não quiser, não se deve forçá-lo.

Sem sedativos

Sedar o animal não é uma opção. Ele não irá aprender a lidar com a situação e, numa próxima vez, só ficará pior. O sedativo pode também não funcionar, fazer efeito reverso e excitar ainda mais o animal ou, em caso de animais predispostos a isso, pode até mesmo levar a uma parada cardíaca. Além disso, o animal pode acordar durante a soltura dos fogos e ficar ainda pior do que estava antes de tomar a medicação.

Plaquinha de identificação

Assustados, muitos animais fogem de casa no final do ano. Por isso, identificá-los para permitir que seja mais fácil encontrá-los é necessário. A identificação pode ser feita por microchip, em clínicas veterinárias, ou através de plaquinhas de identificação – método mais rápido e barato, com custo médio de R$ 30. Mesmo em caso de animais que vivem em apartamentos ou casas que não aparentam ter rotas de fuga, é importante fazer a identificação por precaução, já que imprevistos e acidentes podem ocorrer.


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