Governo do Egito enfrenta processo por planos de ‘exportar’ cães e gatos


O advogado Mostafa Shaaban e um grupo de defensores dos direitos animais entraram com um processo judicial para pedir ao governo que interrompa o extermínio de cães e gatos de rua no Egito. Além de matá-los a tiros e envenená-los, o governo do país pretende também exportá-los para países que consomem a carne desses animais.

um cachorro em um corredor
Foto: Getty Images

O grupo afirma que, no último período de 2018, houveram violentos assassinatos em massa de cães e gatos em diferentes partes do Egito, por envenenamento, fuzilamento ou através da exportação. A ação do governo causou revolta da população nas mídias socieis, e gerou também protestos nas ruas.

Segundo um estudo de Hamdy Arafa, professor de desenvolvimento local e especialista em áreas marginais, o Egito abriga 22 milhões de animais de rua. De acordo com um jornal egípcio, os certificados de saúde estão sendo preparados para exportar 2,400 gatos e 1,600 cães, embora nenhum destino tenha sido identificado.

Um político egípcio havia anteriormente causado séria perturbação com uma declaração cruel. Ele sugeriu que os animais abandonados fossem engordados para que pudessem ser enviados para países onde eles são “tão valiosos quanto ovelhas”.

A Humane Society International enviou uma carta ao embaixador britânico no Cairo junto com o Encarregado de Negócios dos Estados Unidos para obter esclarecimentos oficiais sobre o assunto, embora o Ministério da Agricultura do Egito negue as alegações de que as licenças de exportação foram aprovadas.

“Sem dúvida, o Egito enfrenta o desafio da superpopulação de cães de rua, mas o transporte de animais para outros países onde eles podem se tornar vítimas do comércio de carne de cães e gatos ou outros abusos não é uma solução humana nem sustentável,” disse a diretora de mídia internacional da Humane Society, Wendy Higgins.


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