Elefanta vítima de maus-tratos viaja 2,7 mil km para viver em santuário


A elefanta Rana viajou 2,7 mil quilômetros, de Aracaju (SE) até a Chapada dos Guimarães (MT), para viver em um santuário. Após uma vida de negligência e maus-tratos, ela pôde, pela primeira vez, ter a chance de morar em um local adequado. O Santuário de Elefantes Brasil (SEB), que a recebeu, tem 1,1 mil hectares – o equivalente a sete parques iguais ao Ibirapuera, de São Paulo – e 29 deles são destinados aos animais, num espaço que há área médica, tanques de água, local para alimentação e área verde. A viagem teve início na última terça-feira (18) e chegou ao fim na sexta (21).

Elefanta Rana no Santuário dos Elefantes Brasil (Foto: Patrícia Santos / SEB)

No santuário, fundado há dois anos, vivem também as elefantas Maia e Guida, que também sofreram maus-tratos. A expectativa é que elas convivam bem com Rana. “As duas são incríveis e tranquilas. Isso ajudará na recepção”, afirmou Daniel Moura, um dos diretores do santuário. As informações são da Folha de S. Paulo.

Não se sabe ao certo como exatamente se deu o passado de Rana. A principal versão sobre a história dela diz que a elefanta viajou pelo mundo sendo explorada por um circo e chegou ao Brasil em 1967. Quando foi aprovada uma lei que proíbe a presença de animais em apresentações circenses, ela foi abandonada.

Indícios apontam, segundo a coordenação do santuário, que Rana vagou sem rumo após ser abandonada. Há uma versão, no entanto, que indica que ela viveu um período acorrentada em uma fazenda. Nos últimos anos, a elefanta viveu em um zoológico de um hotel fazenda, para onde foi após ser vendida por um circo. Em novembro, o local decidiu doar Rana para o santuário para que ela pudesse viver com mais liberdade. O animal tem uma lesão na pata dianteira esquerda, possivelmente gerada por maus-tratos.

Elefanta Rana no Santuário dos Elefantes Brasil (Foto: Patrícia Santos / SEB)

“Agora ela terá a vida que sempre deveria ter tido, cercada por natureza e na companhia de outros elefantes”, disse Scott Blais, presidente do santuário.

A elefanta pesa cerca de 3,5 toneladas e não se sabe ao certo a idade dela, que é estimada entre 43 e 64 anos. Blais considera Rana um animal incrível. “Às vezes, ela parece distante, como se estivesse fugindo da própria realidade. Em outros momentos, seu olhar é bastante presente e brincalhão”, contou.

Elefanta Rana no Santuário dos Elefantes Brasil (Foto: Patrícia Santos / SEB)

Para transportá-la, foram investidos R$ 108 mil. Metade do valor veio de parceiros internacionais do Santuário de Elefantes Brasil e o restante foi arrecadado através de doações feitas por empresas e pessoas físicas no Brasil.

Os responsáveis pelo santuário acreditam que a elefanta não enfrentará problemas de adaptação no local. “Ela receberá todo o suporte necessário para se adaptar da forma mais natural possível”, disse Daniel Moura.

Além de Rana, outros três elefantes – pai, mãe e filha – da Argentina e um do Chile aguardam para serem levados ao santuário. Os trâmites para trazer animais de outros países, segundo a diretoria do santuário, são demorados e, por essa razão, não há prazo para a chegada dos demais elefantes.

Elefanta Rana no Santuário dos Elefantes Brasil (Foto: Patrícia Santos / SEB)

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

DADOS ALARMANTES

MAUS-TRATOS

DESMONTE AMBIENTAL

ZOOFILIA

RÚSSIA

FINAL FELIZ

CRUELDADE

CRISE ECONÔMICA

SINERGIA


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>