Polícia responsabiliza segurança do Carrefour por agressão e morte de cão


Após conclusão de inquérito, a Polícia Civil responsabilizou o segurança do Carrefour de Osasco (SP), que não teve a identidade revelada, pela agressão que resultou na morte, por hemorragia, do cachorro Manchinha em 28 de novembro. O homem responderá em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.

(Foto: Reprodução | Facebook)

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o relatório do caso segue agora para apreciação do Ministério Público (MP) e da Justiça para que o promotor Marco Antônio de Souza, do MP, se posicione a favor ou contra a responsabilização do segurança. Em depoimento à polícia, o agressor confessou o crime. As informações são do portal G1.

O cachorro, que estava em situação de abandono e era dócil, perambulava pelo Carrefour e recebia cuidados de clientes e funcionários. Ele foi morto com golpes de barra de ferro. Imagens registraram o momento em que o segurança correu atrás do animal com o artefato na mão e, em seguida, o instante em que o cachorro apareceu mancando e sangrando.

Um vídeo também registrou o momento em que funcionários da prefeitura fizeram o resgate do animal. Após ser laçado pelo pescoço, Manchinha desmaiou. A administração municipal emitiu comunicado afirmando que o Departamento Animal fez o procedimento padrão para recolher o cachorro. Ativistas discordam e criticam a forma como o cachorro foi resgatado.

Apesar da brutalidade do ato cometido pelo segurança, não cabe prisão nem indiciamento. Isso porque se trata de um crime de menor potencial ofensivo, com pena, caso haja condenação, que pode ser revertida, por exemplo, em prestação de serviços à comunidade.

Mais de 20 pessoas prestaram depoimento na delegacia para dar informações sobre o caso. Após ser investigado se o enforcador usado para o resgate teria contribuído para matar o animal, a responsabilidade dos funcionários do Departamento de Fauna e Bem Estar Animal, da Prefeitura de Osasco, na morte do cachorro foi descartada. A hipótese de envenenamento também foi descartada – o que não pode ser comprovado devido à cremação do corpo do animal, que impediu a realização de exame que indicaria a causa da morte.

Em nota, o Carrefour afirmou que afastou o segurança. Disse também que “reconhece que um grave problema ocorreu em sua loja de Osasco” e que a “empresa não vai se eximir de sua responsabilidade”.

 


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