Projeto de conservação identifica tartarugas albinas em rios do Tocantins


O Projeto Quelônios, que quer aumentar o índice de sobrevivência de tartarugas no Tocantins, divulgou o balanço das ações desse ano. O grupo foi responsável por resgatar e garantir que mais de 70 mil filhotes continuassem vivos. Entre eles, mais de 20 tartarugas albinas, que são raras na natureza.

Foto: Divulgação/Naturatins

Ao longo de 14 semanas, ninhos foram monitorados e os animais receberam cuidados ainda antes de nascer. Ao todo foram contabilizados 71.275 filhotes vivos. Para ajudar na preservação da espécie, operações de combate ao consumo predatório dos ovos e tartarugas foram realizadas. Cerca de 270 ninhos foram monitorados e 900 ovos translocados na época de chuva.

Durante o período, dezenas tartarugas albinas, que são raras na natureza, também foram resgatadas. Segundo Aline Vilarinho, inspetora do Naturatins, nasce uma tartaruga albina a cada dois milhões de filhotes.

Em praias na região do Cantão, técnicos do projeto encontraram 22 tartarugas albinas. O número chamou atenção e quatro delas foram levadas para o Centro de Fauna do Tocantins (Cefau) para fins de pesquisa.

Os animais foram pesados e medidos e o desenvolvimento de casa um será acompanhado. “No ambiente natural, a tartaruga albina, pela falta de pigmentação no corpo, é mais visível aos predadores e, mesmo que sobrevivesse, teria mais dificuldades para caçar”, explicou Aline Vilarinho.

Para garantir a sobrevivência dos filhotes, a equipe do projeto transferiu diversos ninhos para partes mais altas das praias. Isso porque os rios encheram e muitos deles estavam sendo alagados. Neste processo, 900 ovos foram translocados, gerando 595 filhotes vivos.

Tartarugas albinas

O albinismo é uma condição caracterizada pela ausência de melanina, cuja principal função é a pigmentação e proteção contra a radiação solar. As tartarugas albinas nascem quando machos cruzam com irmãs, tias ou mães.

Fonte: G1


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