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Gato encontrado no Assaí Atacadista perde olho devido à pancada na cabeça

Mais um caso de agressão contra animais registrado dentro de supermercado. Dessa vez contra um gatinho que sofreu uma pancada tão forte na cabeça que chegou a perder um olho. Ele foi encontrado dentro do Assaí Atacadista de Presidente Prudente (interior de SP) no dia 1º de dezembro mas, segundo os protetores que o socorreram, tinha sido ferido no dia 28 de novembro e ficou jogado num canto onde havia respingos de sangue.

(Foto: Divulgação)

“Eu e uma colega protetora o encontramos na área de descarga de caminhões, no fundo do mercado. Algumas pessoas disseram que tinham dado pauladas no gatinho. O animal estava anêmico e debilitado, além de bem sujo devido ao período de chuvas, e era visível na região da testa marcas de trauma. Levamos para a clínica veterinária Patas Peludas, parceira de protetores da cidade, onde ele foi operado para retirar o olho que já estava muito danificado”, conta Pedro Rocha.

Um post no facebook contou o caso e pediu ajuda para os gastos veterinários. Enquanto isso, o advogado Lucas França Bressanim, da Comissão de Direitos Animais da OAB de Presidente Prudente, fez uma denúncia na delegacia a fim de levantar os responsáveis. “O supermercado disse que nada encontrou sobre a agressão ao gato. Diferente do caso da cachorrinha do Carrefour, não temos filmagens de celular e nem das câmeras do mercado. Estamos tentando encontrar testemunhas que possam identificar o agressor. A investigação está só começando”, comentou o advogado.

Em nota em sua página do Facebook o Assaí de Presidente Prudente diz: “Quando tivemos conhecimento do ocorrido, realizamos apuração interna, verificamos as câmeras de segurança e não foi constatada nenhuma relação de funcionários da empresa com o fato. Ficamos bastante preocupados, pois, não compactuamos com nenhum tipo de maus-tratos aos animais! Caso você tenha alguma informação que possa contribuir com novas apurações, por favor, retorne aqui com a gente (estamos dispostos também a colaborar com qualquer outra investigação sobre o caso)”.

Gato congelado vivo no Assaí de Limeira

(Foto: Divulgação)

O gatinho de Presidente Prudente foi liberado da clínica no dia 4 de dezembro e levado para um lar temporário onde se mostra bastante arredio com pessoas.  Destino ainda pior teve um gatinho encontrado morto dentro do Assaí de Limeira. Em julho de 2016 protetores da ONG ALPA foram acionados por conta de um gatinho colocado vivo dentro de um saco plástico e trancado dentro da câmara frigorífica do mercado. Morreu congelado (vide foto acima) num extremo caso de sadismo.

Assim como no Assaí de Presidente Prudente, foram os próprios funcionários do mercado que pediram ajuda aos protetores locais. A ONG também levou o caso à Polícia e o próprio mercado enviou carta à ALPA (vide foto) dizendo que a investigação interna levou aos responsáveis pelo crime e que tais colaboradores da empresa tinham sido desligados.

(Foto: Divulgação)

É preciso mudança de conduta dos hipermercados

Diante do ocorrido com a cadelinha Manchinha no Carrefour de Osasco (SP), a rede de hipermercados recebeu ONGs locais e está se dispondo a treinar funcionários e prestadores de serviço de forma a evitar crimes contra animais. Também está propondo ajuda aos protetores locais, mas tudo ainda não passa de negociação. Uma coisa é certa: o que há de mais valioso numa empresa não é seu capital, mas sua reputação. O caso Carrefour pode servir de exemplo para todo um setor de hipermercados.

Esses estabelecimentos precisam se responsabilizar pela proteção dos animais que adentram suas dependências acionando protetores locais e profissionais do CCZ para resgates que sigam condutas éticas e impondo regras a todo tipo de colaborador, direto ou terceirizado, de forma a proibir maus-tratos a qualquer animal. Vale lembrar que não é permitido envenenar pombas ou utilizar chumbinho.

O advogado Lucas, de Presidente Prudente, ressalta que outra forma de se evitar atrocidades contra os animais são as denúncias: “Muitas pessoas têm medo de ir numa delegacia e de depor. Com isso, criminosos deixam de ser punidos. No entanto, quanto mais denúncias, mas estaremos salvando os animais”.

Como denunciar

A DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, criada em 2016 e que já recebeu mais de 17 mil denúncias em dois anos, é uma ferramenta onde os denunciantes podem manter seus dados em sigilo e anexar fotos, vídeos e testemunhos até mesmo via celular. Basta acessar o site da DEPA e escolher a opção que diz “Denunciar” e depois a que diz que “o crime não está acontecendo agora”. Isso porque a DEPA é destinada a crimes de ação contínua como animais mantidos presos e sem alimentação, envenenados, acorrentados, abandonados em casas e estabelecimentos, que sofrem agressões frequentes por parte de seus tutores etc. Quando o caso é de animal que corre eminente risco de vida, ou seja, quando trata-se de uma urgência, o denunciante precisa acionar o 190 ou Polícia Militar.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal.

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