Touros são forçados a combaterem lutadores marciais em espetáculo


Uma prática considerada esportiva na China força touros a lutarem contra homens em uma competição de luta marcial.

Mistura de artes marciais e touradas, o “esporte” único da minoria étnica muçulmana Hui da China, a luta de touros tem ganhado destaque entre os mestres de Kung Fu e os turistas chineses.

Os animais aterrorizados são derrubados no chão a força (Foto: Reuters)

Imagens de vídeo mostram o professor de kung fu Ren Ruzhi se aproximando do touro, agarrando seus chifres e virando a cabeça do animal até que ele tombe no chão.

A variante chinesa das touradas tradicionais não envolve espadas ou sangue, mas em vez disso combina os movimentos do wrestling com a habilidade e a velocidade do kung fu para machucá-los e derrubar os animais indefesos.

Han Haihua, um ex-wrestler profissional que treina toureiros em sua escola Haihua Kung fu em Jiaxing, chama o estilo de touradas que ele ensina “o poder explosivo do duro qigong”.

“Se o primeiro lutador se cansar, outro pode entrar no ringue, mas eles têm apenas três minutos para lutar com o touro e o derrubar no chão ou perder a luta”, ele conta.

A prática mistura artes marciais e touradas (Foto: Reuters)

De acordo com Han, os touros também sofrem um duro treinamento forçado antes de entrar no ringue, e “aprendem como abrir as pernas ou encontrar um canto para não serem derrubados”.

A prática cruel é feita como uma apresentação para entreter turistas (Foto: Reuters)

“Um touro também pode pensar como um humano, eles são inteligentes”, Han afirma.

Ativistas dos direitos animais lutam para o fim da prática, já que as touradas chinesas ainda são dolorosas para os animais e cruéis como forma de entretenimento.

Os lutadores aproximam a cabeça do touro, agarram seus chifres e com força, os viram até derrubarem no chão (Foto: Reuters)

“Na tourada chinesa, não podemos negar que os touros experimentam dor”, disse Layli Li, porta-voz do grupo de bem-estar animal PETA. “Enquanto existir, significa que há sofrimento.”


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