Cães explorados para consumo humano são resgatados de matadouro no Camboja


Um ativista denunciou um matadouro no Camboja que reúne cães sequestrados de seus antigos tutores para serem consumidos.

O diretor-executivo da Sound of Animals, Michael Chour, de 48 anos, acompanhou um motociclista por mais de 11 quilômetros que transportava uma gaiola cheia de cães.

O grupo encontrou as terríveis condições do local onde a gaiola de nove cães foi deixada para fazer parte do comércio de carne de cachorro.

O ativista decidiu seguir a moto, que transportava uma gaiola com 9 cães (Foto: Caters)

Muitos dos cães são feridos depois de serem atingidos por varas, pois são transferidos para diferentes gaiolas. Eles são mantidos desidratados, esfomeados e petrificados.

“Estes nove cães foram amontoados em uma pequena caixa que teria abrigado um cachorro no Reino Unido”, afirma Chour.

Nove cachorros foram esmagados em uma pequena gaiola na parte de trás da moto (Foto: Caters)

“Eles viajaram assim por horas sob o sol escaldante. Eles eram animais domésticos, não acostumados a tratamentos agressivos como esse”.

Chour também afirma que o massacre dos cachorros tinha sido terminado naquele dia para que os mil quilos de carne de cachorro serem entregues em Phnom Penh.

Então, esses nove cães seriam mantidos nessa pequena gaiola até o dia seguinte, quando seriam mortos.

Os animais seriam deixados na gaiola apertada até o dia seguinte para serem mortos (Foto: Caters)

“Estive em centenas de matadouros nos últimos 15 anos, e este foi o lugar mais bárbaro, sádico, sem coração e maligno que já vi”, ele conta.

“Ele já me disse que cortou as patas dos cães naquele dia por tentar escapar e faz isso regularmente”.

Chour e seu contato, que haviam desistido de trabalhar no comércio de carne de cachorro para ajudar a resgatar cães maltratados, procuravam localizar um renomado matadouro na área quando avistaram os cães nas costas de um ciclomotor.

“Estávamos dirigindo pela área à procura de caminhões, carros e bicicletas que transportavam cães, para segui-los até um matadouro”.

“Nós nos deparamos com uma bicicleta estacionária, com nove cães espremidos em uma pequena gaiola nas costas. Eu tirei algumas fotos, e me escondi e esperei que o motorista da moto voltasse”.

Trabalhadores do matadouro falaram da violência que usaram para evitar que os cães tentassem escapar (Foto: Mercury Press & Media)

Ele conta que o matadouro está em um local isolado, e o ladrão de cães não teve problemas em contar sobre o que ele estava fazendo, já que não havia chance de ser descoberto.

Ele explicou que conseguir cães na área estava ficando cada vez mais difícil, então foi mais fácil para ele ir a Siem Reap, outra cidade no Camboja, para roubá-los.

“É contra a lei no Camboja roubar cachorros”.

Trabalhadores afirmaram que cortavam as patas de animais que tentassem escapar da gaiola, entre outras práticas violentas (Foto: Caters)

Depois de chegar, Chour ficou chocado ao ver as terríveis condições em que os cães eram mantidos antes de serem massacrados, pois os animais foram espancados com um bastão para transferi-los para diferentes gaiolas.

“Ele não parava de bater nessa última cachorra, até que ela estivesse morta. Eu não aguentava mais, gritei para o açougueiro parar”.

“A situação ficou muito tensa, mas eu não me importei. Eu tive que colocar minha vida na balança, para parar essa monstruosidade de um açougueiro que a batia mais uma vez”.

“Eu disse a ele para me dar o cachorro, ou eu não seria capaz de me controlar”.

Chour conseguiu resgatar o filhote, chamado carinhosamente de Lewan, e levou-a a um veterinário local onde recebeu tratamento por febre alta e dor causada pelas condições apertadas.

Chour resgatou o filhote, chamado carinhosamente de Lewan, e levou-a a um veterinário local (Foto: Mercury Press & Media)

Agora, ela será cuidada no abrigo de Chour, na Tailândia, além de outros quatro cães que foram resgatados naquele dia.


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