Ação exige que o SeaWorld revele a verdade sobre as mortes de três orcas


Nove reclamantes entraram com uma ação contra o Serviço Nacional de Pesca Marinha (NMFS) devido à falta de relatórios de necrópsias do SeaWorld, principalmente de três orcas do parque que morreram recentemente.

Entre eles, estão o Animal Welfare Insitute (AWI), a Conservação de Baleias e Golfinhos, o Earth Island Institute, a PETA e a especialista em baleias, Dra. Lori Marino.

A ação foi tomada após a agência federal alegar que o grupo não tem autoridade legal para exigirem a apresentação de relatórios de necropsia e registros veterinários das três orcas Tilikum, Kasatka e Kyara, que morreram no SeaWorld.

Tilikum e Kasatka estrelaram a exposição do documentário “Blackfish”, do SeaWorld 2013, que ganhou fama no serviço de streaming Netflix.

O filme explorou os efeitos prejudiciais do cativeiro tanto nas baleias quanto nos treinadores do SeaWorld. Tilikum e Kasatka, juntamente com Kyara, neta de Tilikum, morreram supostamente de infecções pulmonares.

As licenças emitidas em 1992 e 1978 para importar Tilikum e Kasatka afirmam que o SeaWorld é obrigado a liberar registros para o NMFS quando as orcas morrem.

Como progênie de Tilikum, esta especificação também se aplica à Kyara. Entretanto, os registros não foram divulgados.

Três orcas Tilikum, Kasatka e Kyara morreram no SeaWorld (Foto: Pixabay)

Em comunicado, a PETA afirma que “a decisão da agência em questão é arbitrária, caprichosa e um abuso de discrição”, e carece de justificativa legal.

David Phillips, falando em nome do Earth Island Institute, afirmou: “De acordo com as disposições do Marine Mammal Protection Act, essas orcas pertencem ao povo dos Estados Unidos, não do SeaWorld”.

“Temos todo o direito de acessar informações sobre sua saúde e bem-estar”.

Jared Goodman, o Conselheiro Geral Adjunto de Direito Animal da Fundação PETA, afirmou: “Os queixosos estão pedindo à agência que mantenha as condições de licenciamento impostas e assegure que o público e a comunidade científica independente possam examinar essas informações para melhorar o bem-estar dos mamíferos marinhos e manter parques como o SeaWorld responsáveis”.

A PETA esclareceu que o acesso aos registros é crucial para entender o efeito do cativeiro nas orcas e para melhorar o tratamento de mamíferos marinhos feridos e doentes na natureza.

Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos da AWI, observou: “A indústria de displays em cativeiro é a primeira a afirmar que os mamíferos marinhos que detém são valiosos para a pesquisa científica e conservação”.

Ela acrescenta: “Retirar relatórios de necropsia e registros veterinários de o público, incluindo cientistas externos, sugere o contrário”.

A PETA e a AWI anteriormente se reuniram com o SeaWorld e funcionários do governo para solicitar a liberação dos registros. A PETA disse que o processo é um “último recurso”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

VÍTIMAS DA CAÇA

MAUS-TRATOS

RECONHECIMENTO

PRESERVAÇÃO

VAQUINHA ON-LINE

FINAL FELIZ

LEALDADE


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>