Cachorros amontoados em pequenas jaulas são afogados em matadouro


Milhares de cachorros são capturados e mortos por afogamento em um matadouro na capital de Phnom Penh, no Camboja.

Michael Chour, fundador da organização de proteção animal, construiu um relacionamento com o dono do matadouro para poder entrar no local. Lá, ele tirou fotos angustiantes de cachorros agitados sendo enfiados em gaiolas. Estes esperavam, sem saber, que seriam afogados e mortos para abastecer restaurantes locais.

No Camboja, cães são transportados para um matadouro em caminhonetes, presos dentro de minúsculas gaiolas. Os trabalhadores cutucam os animais com paus longos e finos, penetrando pelo menos 2,5 cm em sua carne. Os cachorros são então levados até um poço e são jogados.

Submersos na água, os cachorros têm uma morte longa e agonizante, esperneando e lutando por sua sobrevivência. A água no poço pode ser vista movendo-se violentamente por dois minutos inteiros, até que os animais perdem a vida. Os trabalhadores então puxam os animais mortos, um a um.

Os corpos dos animais mortos são colocados em um grande tanque de água fervente e tem sua pele raspada antes de serem enviados para os restaurantes. Cerca de 1400 cães são mortos por semana.

Chour, que fez da missão de sua vida salvar cães no país atingido pela pobreza, disse que sua garganta estava tão apertada que ele não podia falar enquanto ele e sua equipe observavam o processo.

“Meu coração parou de bater, minha respiração tornou-se dolorosa, vieram lágrimas, depois raiva, depois repugnância, em uma infinita aflição desses lugares amaldiçoados”, relata Chour.

Animais esperam para serem mortos afogados em matadouro no Camboja (Foto: Daily Mail Online)

Embora o comércio seja ilegal dentro da cidade, os matadouros se estabeleceram na periferia como um negócio legal, o que significa que Michael não pode fazer nada quando presencia as mortes à sua frente ou corre o risco de ser preso.

Ativismo barrado

Dallas Buckley, um membro da instituição de caridade, disse: “Michael passou 14 anos da sua vida em perigo, salvando os cães condenados na Tailândia e no Camboja”.

“Não há leis de bem-estar animal para proteger cães e gatos e é ilegal falar sobre o comércio. Se Michael tentasse impedir isso, ele seria preso e não poderia continuar seu trabalho”.

Chour é conhecido e confiável pelos habitantes locais, e usa seu tempo para educar as pessoas que ele conhece enquanto resgata cães do comércio de carne de cachorro.

“Ele tem a responsabilidade de 1200 cães. Sem ele, esses animais não teriam ninguém. Ele tem que ficar calmo, mesmo que esteja morrendo por dentro”.

“Os donos de matadouros são pessoas perigosas e ele teve sua vida ameaçada em diversas ocasiões. Chour já foi perseguido por eles, que estavam com facões nas mãos”, relata Dallas.

Animais são amontoados em gaiolas apertadas (Foto: Daily Mail Online)

Sobre a situação dos animais no estado, Michael disse: “Os cães são tratados sem qualquer compaixão ou respeito. Aqui só há lucro, não há pessoas pobres tentando sobreviver”.

“Meu trabalho é expor as coisas quando as percebo, como as sinto, como as vejo, como as ouço. Eu acredito na educação como o caminho para o futuro”.

“As crianças e a geração mais jovem que experimentam um amor incondicional do cão, o conforto, alegria e o respeito, eles aprendem que um cão não é uma fonte de proteína ou de abuso. O único caminho é transformar a opinião pública, conscientizar o público e pressionar os legisladores”.

Felizmente, Michael conseguiu resgatar três cachorros do matadouro, carinhosamente chamados de Karma, Joe Joe e Mama, que viajarão para o Blue Dream Animal Shelter de Michael assim que o trabalho oficial for concluído.

Ele disse: “Vou continuar a lutar pelos cães, que não têm voz. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para fazer uma mudança positiva. Afinal, o comércio de tortura de carne de cachorro e gato é uma das mais sérias questões de bem-estar animal de nosso tempo”.


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