Fazenda de laticínios é processada após descarregar galões com resíduos tóxicos e deixar moradores doentes no Havaí


A fazenda industrial Big Island Dairy está sendo processada pelos moradores de Ookala, no Havaí. Além de explorar animais visando o lucro, a empresa descarrega milhões de galões com lixo líquido, poluindo a água e propagando doenças na região, o que levou os moradores da cidade a uniram forças e formarem a organização sem fins lucrativos Kupale Ookala (KO), que significa “defender Ookala”, para tomar medidas legais contra a fazenda.

Vacas exploradas por fazenda de laticínios no Havaí.
Foto: Pixabay

A Kupale Ookala entrou com uma ação judicial contra a Big Island Dairy em junho de 2017 e, recentemente, enviou documentos adicionais para provar que a fazenda de leite violou a “Lei federal da Água Limpa” em diversas ocasiões.

De acordo com a organização, mais de 8 milhões de galões com esterco líquido, urina dos animais explorados, entre outras substâncias tóxicas foram lançadas em três barrancos que atravessam a cidade e entram no oceano. Segundo os moradores, os incidentes atingiram um ponto crítico há dois anos, quando uma tempestade transbordou as lagoas onde o estrume e a urina estavam sendo armazenados.

“Todo esse lixo tóxico acabou afetando Ookala”, disse a vice-presidente da Kupale Ookala, Charlene Nishida. “A cidade foi fechada; os ônibus escolares não tinham como levar as crianças à escola”. O Departamento de Saúde do Havaí multou a Big Island Dairy por descargas durante dois dias em 2017 e ordenou que a fazenda parasse de descarregar resíduos em águas estatais, mas a KO afirma que os derramamentos e o escoamento de esterco continuaram.

“Quando os governos federal e estadual deixam de fazer seu trabalho e deixam de proteger o público, as pessoas precisam agir e proteger a si mesmas”, disse o advogado da KO Charles Tebbutt.

No início deste ano, moradores da Carolina do Norte obtiveram uma série de ações judiciais contra a gigante Smithfield Foods, que foi multada em US $ 473 milhões (cerca de 1 bilhão e 800 milhões de reais) por destruir a qualidade de vida dos moradores que vivem perto de suas fazendas industriais.


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