Autoridades africanas cogitam leiloar leão branco para arrecadar fundos


Se leiloado o leão branco pode ir parar nas mãos de caçadores ou mesmo ter os membros utilizados em rituais | Foto: Mufasa the White Lion/Facebook
Se leiloado o leão branco pode ir parar nas mãos de caçadores ou mesmo ter os membros utilizados em rituais | Foto: Mufasa the White Lion/Facebook

Os leões brancos são raros e únicos, eles devem a coloração de seus pelos a uma mutação de cor rara chamada de leucismo e, ao contrário do que prega a crença popular, não são albinos. Os animais são endêmicos da região de Timbavati, na África do Sul. O traço recessivo que causa a coloração do leão não influencia os animais de maneira negativa, mas os leões brancos ainda enfrentam sérias dificuldades quando se trata de sobreviver na natureza.

Existem apenas 300 leões brancos no planeta, sendo que desses só 13 permanecem livres na natureza (informações do Global White Lion Protection Trust). Mufasa é um desses leões, preciosos e raros mas que são indefesos perante a ambição e os disparates humanos.
Mufasa era ainda um bebê ainda quando foi entregue a um centro de reabilitação para ser cuidado e protegido após ter sido confiscado pela polícia de um local impróprio onde era mantido em cativeiro.

Depois de acolher Mufasa sob seus cuidados, o centro de reabilitação adquiriu um segundo filhote para fazer companhia ao leão – Suraya. Os dois leões têm agora três anos de idade e se tornaram amigos inseparáveis.

Mufasa e Suraya receberam a oportunidade maravilhosa de passar suas vidas em um santuário, que é sempre a melhor opção para animais que não podem ser devolvidos ao seu habitat natural. Infelizmente, a transferência do centro de reabilitação para o santuário não se concretizou. Autoridades de conservação da natureza recusaram a permissão para Mufasa ser transferido para sua nova casa. Em vez da mudança para o santuário, que se ofereceu para cuidar dos leões durante todo o período de duração de suas vidas naturais, sem custos, o centro de reabilitação foi instruído, por telefone, que Mufasa deveria ser leiloado para arrecadar fundos para o departamento.

Chega a ser difícil de acreditar que autoridades de conservação da natureza optem por vender um animal raro e vulnerável a quem pagar mais, em vez de concordar em transferi-lo para um santuário especializado que proporcionará o cuidado de que ele precisa além de um ambiente em que se sinta confortável. Arrecadar dinheiro desta forma é inaceitável e envia uma mensagem clara de que a vida e o bem-estar dos animais não são prioridade.

O leilão de Mufasa poderia levar o leão a acabar em qualquer lugar: ser explorado para obter lucro ou ser morto e ter seus ossos exportados ou vendidos para realização de rituais macabros. É inaceitável, da mesma forma, separá-lo de Suraya, quebrando desnecessariamente o vínculo entre os dois animais e a única amostra de família que o leão já conheceu.

O departamento realmente pode precisar de fundos, é claro, mas arriscar o bem-estar de um leão branco raro ou de qualquer outro animal, para obtê-los não é de forma alguma justificável. Mufasa não é uma propriedade para ser leiloado.


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