Marsha, a ursa mais triste do mundo, tem transferência para santuário aprovada


A justiça aprovou a transferência da ursa Marsha, que ficou conhecida na internet como “a ursa mais triste do mundo” por viver aprisionada no Parque Zoobotânico de Teresina sob o calor intenso da cidade piauiense – que chega aos 40º C – e ser alimentada com comida de cachorro, segundo órgãos de defesa animal e ONGs. A ursa poderá, agora, ser levada para o santuário Rancho dos Gnomos, em São Paulo.

Ursa Marsha aprisionada no zoológico (Foto: Reprodução/Instagram/@ursamarsha)

Em novembro de 2017, a transferência de Marsha já havia sido determinada. Na época, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana decidiu que a ursa deveria ser levada para o santuário Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, no interior de São Paulo. No entanto, a liminar do magistrado foi derrubada pelo desembargador Jirair Aram Meguerian, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sob a alegação de que a longa distância entre Teresina e Jundiaí colocaria a saúde da ursa em risco. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Uma petição online que reuniu quase 50 mil assinaturas favoráveis à transferência de Marsha foi a responsável por reabrir o debate. Celebridades, como a atriz Glória Pires, também fizeram apelos em prol da ursa. Entretanto, a resistência por parte do zoológico, que não a liberou para ser levada para outro santuário, dessa vez o Rancho dos Gnomos, que se prontificou a recebê-la, impediu novamente a retirada do animal de Teresina.

Aprisionamento de vidas

A história de Marsha levantou um debate sobre o aprisionamento de animais. A vida da ursa, até o momento, resume-se em exploração para entretenimento humano. Isso porque, antes de ser levada ao zoológico, ela viveu cerca de 20 anos em um circo, sendo explorada como atração e submetida a maus-tratos. Marsha vivia em uma jaula minúscula e era obrigada a fazer truques em troca de comida.

(Foto: Reprodução/Instagram/@ursamarsha)

E o que parecia ser um final feliz, com a retirada da ursa do circo, revelou-se um destino cruel: Marsha foi levada ao Parque Zoobotânico, onde além de enlouquecer com o calor, dando sinais claros de estresse, é tratada como um objeto para entreter visitantes do estabelecimento, sendo, portanto, desrespeitada enquanto sujeito de direito.


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