Câmeras escondidas expõem macacos sendo torturados em experimentos na Holanda


A Animal Defenders International (ADI) gravaram vídeos para mostrar condições horríveis sofridas por macacos no maior centro de pesquisa de primatas da Europa. As filmagens foram divulgadas no dia 1 de setembro deste ano, Dia Internacional dos Primatas.

A organização colocou câmeras escondidas no Biomedical Primate Research Center, na Holanda. No vídeo, macacos estressados ​​podem ser vistos sendo drogados e tatuados para que possam ser usados ​​em experimentos.

Ativistas dizem que macacos estressados e desorientados pelos efeitos das drogas acabam atacando outros colegas de gaiola, os deixando gravemente feridos. Alguns ficaram tão estressados ​​que sofreram prolapso retal.

Mesmo os macacos sendo sedados durante procedimentos, como a tatuagem, eles permanecem conscientes e capazes de sentir. A ADI afirma que primatas que saíam dos procedimentos ficavam vulneráveis ​​a ferimentos.

Quando deixaram de ser úteis para experimentos, os macacos foram deixados perto de seus companheiros de gaiola, causando medo e angústia à eles. ADI disse, também, que os macacos estavam obviamente com medo de seus captores e o que estava acontecendo com eles.

Os primatas são usados ​​principalmente para testar drogas e geralmente suportam alimentação forçada, ou injeções de compostos experimentais enquanto estão amarrados em cadeiras de contenção.

Filmagem mostra macaco sendo tatuado para testes (Foto: Daily Mail Online)

Jane Goodall, a Mensageira da Paz da ONU e fundadora do Jane Goodall Institute, disse: “A forma como eles estão sendo tratados no vídeo é chocante e desumana”.

“É minha opinião ponderada que os envolvidos neste tipo de pesquisa sobre primatas deveriam considerar o uso de procedimentos alternativos que não envolvam experimentação em seres inteligentes e conscientes. Esta pesquisa deve ser extinta o mais rapidamente possível”.

Exploração de primatas

O Biomedical Primate Research Center é a maior instalação da Europa, utilizando animais em experimentos próprios e para outros laboratórios, colaborando com pesquisadores no Reino Unido e nos EUA.

Os números mais recentes mostram que eles triplicaram seu uso de primatas, de 95 indivíduos em 2016 para 317 em 2017. A instalação tem 1600 primatas, a maioria dos quais são mantidos em grupos de 20 a 40 indivíduos.

Quando eles são levados para serem usados ​​em pesquisas para doenças, eles são alojados sozinhos em pequenas gaiolas estéreis. No final dos experimentos, eles são mortos.

Após serem drogados e utilizados, os macacos são deixados desorientados e assustam seus companheiros de gaiola (Foto: Daily Mail Online)

A investigação ganhou ampla cobertura na mídia e causou críticas, particularmente na Holanda. O vídeo foi exibido no Parlamento Europeu em uma reunião do Intergrupo sobre o Bem-Estar e a Conservação dos Animais, onde o uso de primatas e outros animais na pesquisa em neurociência foi discutido.

A ADI está pedindo que exploração de macacos seja abolida. O Parlamento Europeu havia estabelecido uma resolução que promete mudanças há 11 anos, mas nunca publicou um calendário para a sua implementação.

Ativistas dizem que testes em primatas e outros animais mostram resultados diferentes daqueles vistos em humanos. Substituir animais por técnicas mais sofisticadas baseadas em humanos forneceria resultados mais relevantes para as pessoas.

O Centro de Pesquisa teria triplicado o uso de primatas em apenas dois anos (Foto: Daily Mail Online)

Jan Creamer, presidente da Animal Defenders International, disse: “Dadas as diferenças de espécies conhecidas entre primatas e humanos, não pode haver justificativa científica ou ética para continuar usando primatas neste tipo de pesquisa”.

“A mudança para técnicas científicas avançadas é boa para a ciência e acaba com o sofrimento.”


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