Sangue de golfinhos e baleias mortos a facadas por pescadores pinta mar de vermelho


Uma transmissão de vídeo ao vivo nas redes sociais chocou ativistas e organizações em defesa dos animais ao redor do globo. As imagens, compartilhadas pela ONG em defesa da vida marinha Sea Shepherd, mostravam cerca de 100 golfinhos e baleias sendo assassinados a facadas por pescadores em Hvalvik, na ilha de Streymoy, nas Ilhas Faroe. As águas ficavam cada vez mais vermelhas a cada minuto, à medida que os ilhéus matavam os animais cortando seus pescoços.

Reprodução | Daily Mail

A situação não é nova: todo verão, cerca de 800 baleias e golfinhos são mortos nestas ilhas – um arquipélago dinamarquês localizado a centenas de quilômetros da costa escocesa entre a Noruega e a Islândia. Os animais são criados na região para que posteriormente sejam caçados e a carne possa ser vendida e consumida pela população.

Esta caçada, que aconteceu na última terça-feira, foi a 11ª realizada nas Ilhas Faroe durante a temporada de caça de 2018. De acordo com os regulamentos e leis da região, golfinhos e baleias devem ser mortos usando uma ferramenta especial. Os métodos usados ​​garantem que as baleias percam a consciência e morram em poucos segundos. Normalmente, todo o grupo de baleias é morto em menos de quinze minutos. O vídeo gravado, entretanto, parece mostrar os pescadores usando facas normais.

Reprodução | Daily Mail
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A condução de baleias nas Ilhas Faroe remonta ao final do século XVI e envolve moradores que “pastoreiam” os animais em águas rasas. Eles são então mortos usando uma ‘lança espinhal’ que é inserida através do pescoço do animal para romper sua medula espinhal – quando realizada usando lanças espinais e facas normais, se torna um processo mais lento e doloroso.

Os habitantes locais, que depois consomem a carne e a gordura de baleias e golfinhos, bem como outras partes do corpo, realizam o massacre a céu aberto. O processo é explícito e brutal: à medida que mais golfinhos e baleias são mortos, aqueles que ainda esperam ser massacrados são vistos nadando no sangue de seus companheiros.

Reprodução | Daily Mail
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O governo local diz que a caça não é apenas sustentável, mas garante que as 18 ilhas, que têm oportunidades limitadas de cultivo, sejam tão autossuficientes quanto possível. “A caça às baleias é uma parte natural da vida das Ilhas Faroe e um importante complemento para os meios de subsistência dos habitantes das ilhas Feroé”, justifica ainda um porta-voz do governo das Ilhas Faroé ao MailOnline.

Defensores dos direitos animais, por sua vez, afirmam que as caçadas são um ritual cruel e completamente desnecessário.


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