Governo de Israel defende o fim do sacrifício de galinhas no Yom Kippur


O Ministério da Agricultura de Israel lançou uma campanha contra o sacrifício de galinhas em rituais feitos no Yom Kippur. Eles estão incentivando os praticantes da fé judaica a doarem dinheiro ao invés desses animais na celebração.

Também chamado de “Kaparot” ou “Kaporos”, o ritual é praticado na véspera do Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo. Tradicionalmente, aqueles que participam do ritual fazem uma oração enquanto outra pessoa circula a cabeça com uma galinha três vezes, e depois, ela é assassinada.

“Esta é a minha troca, este é o meu substituto, esta é a minha expiação. Este frango morrerá e eu prosseguirei para uma boa e longa vida e paz”, diz a oração hebraica. A morte seria a representação do indivíduo sendo punido por seus pecados, com a carne sendo tipicamente doada aos pobres.

Sobre a iniciativa, foi divulgado um pequeno vídeo animado. Nele, um homem se prepara com o galo na mão, quando o animal grita em protesto. Uma narração afirma: “Este ano, estamos fazendo Kapparot com dinheiro e ajudando pessoas carentes”.

De acordo com a Aliança para Encerrar Galinhas em Kaporos, organização sem fins lucrativos sediada em Nova York, as galinhas usadas no ritual são deixadas amontoadas em caixotes sem comida, água ou abrigo nos seis dias anteriores à véspera do Yom Kippur.

No ritual, a oração é feita enquanto outra pessoa circula a cabeça com uma galinha três vezes e o animal é sacrificado (Foto: Reprodução)

O Kapparot não é mencionado na Torá ou no Talmud, e muitos dos primeiros estudiosos judeus se opunham ao uso de galinhas. Chedva Vanderbrook, um membro do conselho da SPCA de Jerusalém, descreveu o tratamento de frangos em Jerusalém: “As galinhas são levadas para a morte em gaiolas apertadas sem água embaixo de um sol escaldante. Metade delas morre no caminho”.

Esta não é a primeira vez que o governo israelense se manifesta contra o uso de frangos vivos para o ritual do Kapparot. As cidades de Tel Aviv, também conhecida como a capital vegana do mundo, Rishon Letzion, e a cidade central de Petach Tikva proibiram o ritual com base na proteção dos direitos animais.

Além de um Kapparot livre de crueldade, muitos membros da comunidade judaica estão adotando dietas veganas por sua saúde e o bem-estar animal. Em junho passado, cinco sinagogas nos EUA assinaram o The Synagogue Vegan Challenge para melhorar a saúde da comunidade.

Em setembro de 2017, a Jewish Vegetarian Society emitiu uma declaração assinada por 70 rabinos de todo o mundo. A declaração dizia: “Nós, os rabinos abaixo assinados, encorajamos nossos companheiros judeus a fazer a transição para o veganismo”.

“Essa abordagem para o sustento é uma expressão de nossos valores judaicos compartilhados de compaixão pelos animais, proteção do meio ambiente e preocupação com nosso bem-estar físico e espiritual”.


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