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Para bióloga marinha da National Geographic, só o veganismo pode salvar os oceanos

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Para bióloga marinha da National Geographic, só o veganismo pode salvar os oceanos
Reprodução | LiveKindly

A bióloga marinha e oceanógrafa, Dra. Sylvia Earle – que ocupa o cargo de exploradora residente na revista National Geographic – recentemente foi a público pedindo para que as pessoas comessem menos frutos do mar e, em vez disso, buscassem alternativas veganas sustentáveis. Ela advertiu que se a pesca persistir da maneira como é feita hoje, ela será forçada a parar “em meados deste século”, já que a população de peixes terá desaparecido.

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As falas fizeram parte de uma palestra concedida por Earle na conferência The Good Food, na Califórnia, de acordo com o portal LiveKindly. Junto com a cientista sênior do instituto The Good Food, Liz Specht, ela discutiu o futuro dos frutos do mar. Usou de base as suas experiências prévias na National Geographic, como fundadora da Mission Blue, e ex-cientista-chefe da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, para educar o público sobre a dura realidade do consumo desenfreado de peixes e outros animais marinhos.

O que Earle observou foi algo muito próximo do que é dito sobre qualquer outra indústria da carne: embora os frutos do mar ocupem uma parte significativa da cadeia alimentar de pessoas, principalmente, do litoral por várias gerações, eles simplesmente não são tão necessários assim – muito menos na escala em que a pesca comercial os oferece, em todos os pontos do globo.

Reprodução | LiveKindly

“Se você considerar o custo da cadeia alimentar, é realmente uma escolha muito cara”, lamentou Earle durante a palestra. “Não estamos pensando no que tiramos do sistema”. Em sua opinião, só uma redução drástica na pesca comercial, bem como mais investimento e desenvolvimento em frutos do mar cultivados em laboratório e em vegetais, seria o suficiente para mudar os rumos traçados até então para os ecossistemas marinhos.

Mas essa postura não foi adotada exclusivamente para o evento; as redes sociais, para Earle, são suas principais áreas de atuação. Ela constantemente estimula conversas e dá injeções esporádicas de esperança sobre o estado dos oceanos. No início desta semana, ela compartilhou um post no Facebook com o seguinte texto acompanhando:

“Em um mundo tão preocupado com as mudanças climáticas e a atmosfera, ser tão ignorante e negligente com nossos oceanos é profundamente perturbador. No entanto, tendo acordado para este desastre vivo… não é tarde demais para mudar as coisas”

Na The Good Food Conference, ela sugeriu que a educação, combinada com frutos do mar “vegetais” viáveis, é “o que realmente precisamos para a segurança alimentar” e para reverter essa terrível situação.