Febre amarela aumenta risco de extinção do macaco bugio em Macaé (RJ)


Os macacos da espécie bugio do Parque Atalaia, no município de Macaé, no interior do estado do Rio de Janeiro, estão vivendo sob ameaça. Isso porque o vírus da febre amarela está aumentando o risco de extinção desses animais, de acordo com especialistas.

(Foto: Peter Schoen/Flickr)

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Malinda Henry está na região há dois anos e ainda não encontrou um bugio. E ela não é a única a alertar sobre o risco imposto à espécie. Outros pesquisadores e ambientalistas também têm se preocupado com a situação e confirmam que é cada vez mais raro encontrar bugios com vida na região do parque.

“É uma espécie que já está ameaçada de extinção por causa de fragmentação e perda do habitat. O bugio é super sensível a vírus. Uma vez que pegam o vírus, a maioria morre em torno de 3 a 5 dias. Já tinham poucos e agora corre o risco de uma extinção local ou regional por causa dessa doença”, explica Malinda.

Bugios foram encontrados mortos por equipes das guardas Ambiental e Municipal, em abril de 2017, no Parque Atalaia. Exames concluíram que a causa das mortes foi a febre amarela. As informações são do portal G1.

A preocupação com os macacos, no entanto, vai além da doença. Especialistas se atentam também aos casos de agressão e envenenamento cometidos contra os animais por parte da população que, por falta de informação, mata o animal por acreditar que ele transmite o vírus da febre amarela. Os pesquisadores e ambientalistas lembram, porém, que a doença é transmitida apenas por mosquitos e que os macacos são vítimas do vírus assim como os humanos.

Maltratar e matar animais silvestres é crime passível de detenção de três meses a um ano, além de multa.


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