Ex-açougueiro adota veganismo e afirma que a indústria da carne afetou sua saúde mental


Bayley hoje é bodybuilder e ativista vegano (Foto: Reprodução)

Fraser Bayley era um jovem açougueiro em busca de uma carreira profissional, mas após dois anos envolvido em uma indústria que explora e assassina animais, ele tomou uma decisão surpreendente: adotou o veganismo, se tornou atleta e personal trainer e hoje inspira outras pessoas a adotarem um estilo de vida mais compassivo e saudável.

Ele percorreu um novo caminho nesse novo mundo em um podcast exclusivo feito pelo portal Plant Based News, Bayley contou os desafios que passou e discutiu como a profissão era relacionada com ideologias de masculinidade e como aquele contexto afetou sua saúde mental.

Antes de ser açougueiro, Bayley era jovem e trabalhava meio expediente em um supermercado:

“Eu acabei sendo colocado em treinamento no açougue. Foi engraçado porque muitos dos meninos foram colocados no açougue e muitas garotas foram colocadas no caixa”.

Ele atenta ao sexismo que estava intrínseco na profissão: “Elas estavam em um papel de atendimento ao cliente, e muitos dos rapazes foram colocados em açougues, em delicatessen ou na venda de frutos do mar. Existia um paradigma de homem e mulher”.

Na escola, ele foi diagnosticado com déficit de atenção. Bayley revela que se considerava “estúpido” e decidiu abandonar sua educação formal para ter um emprego em tempo integral e ganhar algum dinheiro.

“Eu fui ao gerente do açougue e disse: ‘olhe, eu estou em meio expediente por um tempo, posso ir em tempo integral?’. Então eu acabei entrando nesse ramo”.

Bayley passou por um aprendizado de açougueiro de dois anos, visitando matadouros e fazendo cursos universitários. “Você acaba se envolvendo quando você vê animais sendo assassinados”, disse ele.

Ainda, ele afirma que a profissão era por vezes um ambiente que chegava a ser tóxico: “O que eu encontrei é que eu sempre me perguntava se minha saúde mental estava fora de controle porque eu estava em um açougue ou se era o contrário”, ele confessa.

“As pessoas que trabalham nesse ramo parecem ter problemas semelhantes, e não era só dentro daquela carnificina. Eu via muito alcoolismo, abuso de drogas e hiper masculinidade… Foi uma experiência muito pesada e tóxica”.


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