O leão africano entra em extinção e a culpa é nossa


O leão africano, carinhosamente conhecido como rei da selva, tem esse apelido por ser uma das criaturas mais majestosas do planeta. Eles são os únicos gatos que vivem em unidades familiares, e eles foram reverenciados ao longo da história por sua coragem e força.

Infelizmente, hoje eles se encontram em extinção. Há apenas 30 mil leões restantes em nosso planeta, e muitos deles são mantidos em cativeiro sem qualquer chance de liberdade.

Os leões já percorreram a maior parte da África e partes da Ásia e da Europa. No entanto, hoje eles são encontrados apenas em partes da África subsaariana, exceto por uma população muito pequena de leões asiáticos que sobrevive na floresta de Gir da Índia.

Leão africano em seu habitat natural (Foto: One Green Planet)

Essa situação é uma mera consequência dos vários processos de exploração. As caçadas enlatadas são uma delas, nas quais os leões são criados em cativeiro e, em seguida, “liberados” em um local fechado, para que as pessoas possam ter uma emoção, atirando-os em curto alcance.

Como desculpa, as instalações que executam essas caçadas afirmam que estão contribuindo para a conservação das espécies. Contudo a prática é de uma cultura absurda e cruel, e esses animais na verdade são endogâmicos e seria extremamente prejudicial para a genética de populações selvagens.

A morte do amado leão Cecil foi um exemplo marcante desse cenário e que chocou o mundo. Cecil era apenas mais um entre milhares de leões mortos todos os anos, muitos deles em caçadas enlatadas.

Milhares de outros leões e gatos selvagens são mantidos em cativeiro. O objetivo é serem usados na indústria do entretenimento, onde são frequentemente abusados ​​e negligenciados em circos, zoológicos e parques.

Ou ainda, eles são capturados na natureza e mantidos nos quintais das pessoas como animais de estimação exóticos. Um estudo mostrou resultados tristes que existem mais tigres nos quintais das pessoas do que na natureza.

A reserva natural de Maasai Mara, no Quênia, é responsável por abrigar leões restantes na natureza e oferecerem um futuro diferente e adequado à eles. Mas infelizmente, entre a caça enlatada, o comércio exótico de animais de estimação e as instalações de entretenimento, poucos leões têm essa chance. É necessário que mais seja feito.


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