Duas onças-pardas são vistas no Parque Nacional de Brasília


Duas onças-pardas foram flagradas, em menos de um mês, por armadilhas fotográficas instaladas no Parque Nacional de Brasília. O local é uma unidade de conservação que fica a 13 quilômetros do Congresso Nacional. Os registros são de julho, mas só foram divulgados na última sexta-feira (17).

Os felinos – um macho com menos de 1 ano, e uma fêmea de 1 ano e meio – estão saudáveis e à procura de novos territórios para se instalar. Segundo a administradora do parque e analista ambiental Juliana de Barros, é comum a presença dos animais no local, mas “é raro vê-los tão próximos às trilhas de visitantes”.

(Foto: Ibram/Reprodução)

A gestão do parque afirma, no entanto, que “não há motivos para preocupação”. Segundo ela, os animais não têm o ser humano como parte da cadeia alimentar, e costumam fugir ao notar a presença de pessoas. A unidade recebe cerca de 400 visitantes por mês.

Ao G1, a bióloga do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Marina de Carvalho afirmou que as onças-pardas fotografadas são animais jovens, e que se separaram recentemente do grupo.

“Como o parque tem a presença de outros mamíferos adultos, as onças jovens devem estar procurando novos territórios para demarcar”, explica.

“Um animal desse porte precisa de grandes áreas para sobreviver. Então, se está marcando a trilha, é apenas uma pequena porção [do território] escolhida. Deve aparecer por lá uma vez a cada dois meses.”

Onça na trilha

O animal visto mais próximo ao local acessados por visitantes, na trilha Cristal Água Mineral, foi a onça-parda fêmea. O felino foi visto por um visitante e, dias depois, teve a passagem registrada por um servidor do parque e pela armadilha fotográfica.

Para a bióloga do Ibram, a presença de grandes mamíferos no local é “satisfatória” e mostra que a unidade está “cumprindo o papel de preservar as espécies”. O Parque Nacional de Brasília tem 42,3 mil hectares e foi criado em 1961.

(Foto: Ibram/Reprodução)

Já o animal macho foi visto na mesma região, mas apenas pelas gravações da câmera. Para quem se deparar com um animal nas trilhas, a bióloga recomenda “nunca ter uma reação com movimentos bruscos”.

“A pessoa pode caminhar lentamente para trás e conversar alto para espantar a fauna. Mas a tendência é o animal perceber a presença humana e ir embora”, explica.

Outro felino no parque

No fim do ano passado, foi a vez de uma onça-pintada ser flagrada por “armadilhas fotográficas” instaladas no interior do Parque Nacional de Brasília.

Essa foi a primeira vez, desde a criação da unidade de conservação, que biólogos conseguiram provas visuais da existência do animal. O felino – de espécie diferente do avistado recentemente – está em extinção e é considerado o maior da América Latina.

Com a aparência e medidas de um macho, a onça-pintada foi vista em uma área distante da visitação.

Nas redes sociais, à época, o registro foi comemorado pelos pesquisadores do projeto que monitora os animais. No texto, os biólogos escreveram que a imagem foi resultado de “muita dedicação e perseverança” já que, segundo eles, “foram 58 anos de espera”.

Fonte: G1


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