Após 29 transfusões, tratamento com células-tronco é esperança para cadela Bibi


Bibi, ou Bianca, é uma cachorra idosa cheia de energia e com uma lição de superação. Ela sofre de aplasia medular, já passou por 29 transfusões de sangue e atualmente faz tratamento com células-tronco.

Por ser um tratamento caro, e apenas recentemente disponível em Recife (PE), cidade onde Bibi e a tutora Maristela Ishikawa vivem, a família teve dificuldades em começar os cuidados com a cachorrinha, que tem hoje 15 anos.

Maristela e a cachorrinha Bibi lutam para angariar fundos para o tratamento contra a aplasia medular (Foto: reprodução do perfil do animal de estimação no Instagram / @ajudeabibi)

Ainda assim, Maristela não desistiu e abriu uma vaquinha virtual para angariar fundos e buscar especialistas na doença e tratamento em outras cidades. Bibi, até o momento, já recebeu duas aplicações e vai precisar, ao menos, de mais uma terceira.

Criada em janeiro desse ano, a vaquinha atingiu 36% da meta, que é arrecadar R$ 7 mil. A campanha se encerra no dia 1º de outubro.

Aplasia medular em animais

A aplasia medular é um tipo de anemia, que pode causar a morte do animal se não houver tratamento. O tratamento com células-tronco é um dos indicados e pode trazer bons resultados, mesmo em animais com idade avançada, como é o caso da cachorra Bibi.

Segundo a tutora Maristela, a médica veterinária diz que a cadela tem hoje uma condição muito mais favorável para recuperação e que ela mostra sinais de que o tratamento está no caminho certo. Mesmo com o organismo afetado pelo uso contínuo de corticoides, a cachorra apresenta ganho de peso e constante desintoxicação hepática.

Como o tratamento era muito específico, a família precisou trazer um veterinário de São Paulo à Recife para o procedimento, e a vaquinha conseguiu pagar a primeira aplicação, de R$ 2.100. A segunda foi bancada pela tutora. A primeira aplicação de células-tronco foi feita no dia 19 de maio e, a segunda, 30 dias depois. A terceira ainda não foi marcada.

A próxima será feita pela própria veterinária da Bibi, já habilitada. Com isso, não será necessário arcar com custos de viagem e hospedagem do profissional, mas os valores são elevados, e a campanha continua aberta.

Anjo da guarda

Segundo o relato da tutora Maristela Ishikawa no site de arrecadação, a cachorra Bibi é muito doce e convive bem com seus companheiros, gatos e outros cães. Bibi, ou Bianca, é chamada de “anjo da guarda”, porque aos seis meses de idade a cachorrinha foi adotada na mesma semana em que o noivo de Maristela morreu, vítima de um infarto.

“A Bibi foi a minha cura, por isso sou tão grata a ela”.

Mesmo com os cuidados, Bianca contraiu a doença do carrapato quatro vezes. “Acabamos descobrindo que ela possuía uma imunidade muito baixa e que já não respondia tão bem aos tratamentos.”

Os problemas de saúde começaram a se agravar em meados de 2016. Em julho daquele ano, ela contraiu uma alergia tão forte que foi preciso amputar o rabo. A alergia voltou meses depois, e ela acabou internada com falha nos rins em dezembro. Foi, então, que veio o diagnóstico de aplasia medular.

“A partir deste dia, a luta pela vida da Bibi começou”, diz Maristela. “Sim, ela quer viver, apesar da estrada longa e cansativa, apesar de tudo, ela tem os olhinhos brilhantes.” Aos interessados, a tutora compartilha a rotina de Bibi nas redes sociais.

Fonte: Gazeta do Povo


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