Shoppings e mercados podem ser autorizados a permitir circulação de animais no RJ


Os shopping centers, supermercados e outros estabelecimentos comerciais de todo o Estado do Rio de Janeiro podem ser autorizados a permitir a entrada de animais acompanhados de seus tutores. É o que define o projeto de lei 3.202/17, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em primeira discussão. A Casa ainda votará o projeto em segunda discussão.

O texto determina que animais de pequeno porte deverão ser conduzidos pelo responsável com coleira e guia ou carregados em bolsas. Os animais de pequeno e médio porte – aqueles de até 40 quilos – de raças consideradas agressivas precisarão usar coleiras, guias e focinheiras para circular nesses locais.

(Foto: Julio Diniz)

As praças de alimentação dos shoppings, porém, não poderão receber os animais. A norma deverá ainda ser divulgada com cartazes nos estabelecimentos.

Pioneiro – Em junho, O SÃO GONÇALO publicou reportagem mostrando que o São Gonçalo Shopping era o primeiro empreendimento comercial do município a se tornar um “Pet Friendly”, ou seja, que incentiva a circulação dos filhos de “quatro patas”, nas dependências do estabelecimento.

À época, a direção do shopping justificou que o crescimento do setor pet fez com que o empreendimento mudasse sua política de circulação nos corredores, o que agradou a muitos que passaram a incluir os animais nos passeios.

Mas para que o passeio possa transcorrer com tranquilidade, é preciso seguir algumas regras de convivência, como a utilização de coleira e guia para conduzir os animais. Raças como Pit Bull, Terrier, American Staffordshire Terrier e Pastor Alemão devem usar guia, enforcador e focinheira.

A permissão em relação à entrada nas lojas fica a critério de cada estabelecimento, uma vez que pessoas alérgicas, por exemplo, podem não se sentir confortáveis com a presença. Nos corredores, há caixas com saquinhos e papel para que os tutores possam recolher eventuais dejetos dos animais, itens indispensáveis para a circulação pelo espaço.

Nota da Redação: é preciso desmistificar a ideia de que existem “raças agressivas”, conforme escreveu, na notícia acima, o portal O São Gonçalo. Animais apresentam comportamentos e formam a própria personalidade a partir do tratamento que recebem. Não há raças agressivas, mas sim animais maltratados e negligenciados que passam a demonstrar agressividade em resposta aos maus-tratos que sofreram, como forma de defesa. Demonizar raças e taxá-las como agressivas é uma atitude preconceituosa e falaciosa que deve ser combatida, já que coloca os animais em risco ao fazer com que humanos passem a repudiá-los.

Fonte: O São Gonçalo


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