Natureza

Onça-parda é registrada por armadilhas fotográficas em Rio Claro (SP)

Daniel Violin encontrou nas armadilhas um jeito de fotografar animais ariscos e raramente observados.

484

03/07/2018 às 22:00
Por Redação

Câmeras com sensores de movimento registram diversas espécies em Rio Claro (SP)

Armadilhas não combinam com natureza quando o assunto são os animais livres, mas uma em especial é “amiga” da fauna e braço direito da ciência cidadã: as armadilhas fotográficas. Instaladas na mata, câmeras com sensores de movimento e infravermelho são acionadas quando os animais passam por perto.

Devido ao alto consumo de frutos, o cachorro-do-mato pode agir como dispersor de sementes (Foto: Daniel Violin/VC no TG)

A possibilidade de flagrar animais de grande porte encantou o comerciante Daniel Violin. “Estava registrando aves quando me deparei com uma pegada de onça. Em uma outra saída fotográfica dei de cara com um gato-mourisco e, já no fim da passarinhada, fiquei a uns 80 metros de distância de uma onça-parda. Fiquei pensando em como poderia registrar todos esses animais”, conta o fotógrafo de natureza, que encontrou nas armadilhas fotográficas a melhor maneira de fazer os registros. “Decidi comprar uma armadilha e, desde então, uso semanalmente. Ela já foi instalada em três pontos diferentes do Horto Florestal de Rio Claro”, diz.

A irara é carnívora e tem habilidade para escalar árvores (Foto: Daniel Violin/VC no TG)

O empenho em monitorar o equipamento diariamente rendeu resultados surpreendentes, como o registro de onças-pardas, veados, cachorros-do-mato, iraras e gatos-mourisco.

Ver o resultado é muito emocionante, principalmente quando é um animal que eu não havia registrado. Sempre fico ansioso para ver o que a armadilha gravou
Entre os registros, os flagrantes da onça-parda são destacados pelo observador. “Sem dúvida os registros mais impressionantes são os da onça, principalmente aquele em que ela deitou na frente da câmera. Quando as pessoas olham os registros elas ficam admiradas, eu não tenho nem palavras para descrever tamanha emoção”, completa Daniel, que não deixa de fotografar corujas. “Elas são encantadoras! O mais legal é que elas não fogem, então dá para fotografar todos os detalhes e observá-las perfeitamente”.

Fonte: G1