Governo congolês pretende abrir parques nacionais para exploração de petróleo e gás


Na República Democrática do Congo (RDC) existem dois parques nacionais que são verdadeiros tesouros naturais de tirar o fôlego: o Virunga e o Salonga. Essas reservas estão repletas de ecossistemas, desde florestas tropicais a savanas, vulcões ativos e montanhas glaciais. São também habitat adequado para chimpanzés anões, bonobos, pavões do Congo e elefantes da floresta.

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Pela incrível biodiversidade encontrada nesses parques, ambos foram designados Patrimônio Mundial da UNESCO. Infelizmente, mesmo depois de reconhecer que essas áreas têm uma necessidade crucial de proteção, o governo congolês fez o contrário nos últimos anos: autorizou a exploração de petróleo e gás nesses preciosos ecossistemas.

Em 2014, o governo da RDC permitiu que a gigante britânica de petróleo e gás SOCO International realizasse testes sísmicos em Virunga. Os cidadãos e ativistas não aceitaram bem a decisão, e fizeram tanta pressão e resistência que a empresa decidiu retirar suas operações do parque.

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Incrivelmente, a SOCO tomou uma decisão mais responsável do que o próprio governo, de não comprometer ainda mais a biodiversidade de um Patrimônio Mundial da UNESCO já ameaçado. E mesmo com esse episódio e com uma clara desaprovação da sociedade, o governo congolês continuou a defender a perfuração em qualquer parte da RDC.

Para as autoridades, ao mesmo tempo em que as reservas abrigam mais da metade da população mundial de gorilas das montanhas (uma espécie criticamente ameaçada que está em declínio há décadas devido à caça ilegal, guerra civil e outras questões ligadas à ação humana), elas também deveriam oferecer espaço para que multinacionais extraíssem tesouros naturais.

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Infelizmente, essa pode ser a realidade, já que foi anunciado recentemente uma nova permissão da extração de petróleo em partes dos Parques Nacionais de Virunga e Salonga. O governo afirmou que estará “atento para proteger os animais e as plantas”.

Com a perfuração subterrânea e o desmatamento da floresta, certamente haverá uma destruição generalizada de habitats que expulsará animais ameaçados de suas casas, deixando-os mais vulneráveis ​​do que nunca aos caçadores ilegais. Essa é uma consequência inevitável caso a extração de petróleo e gás comece nos parques.

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Para tentar brecar esta iniciativa do governo, ativistas e organizações em defesa dos animais ao redor do globo estão fazendo campanhas e uma petição online. A extração de combustíveis fósseis poluidores do solo não vale o esgotamento das populações de gorilas da montanha e outras espécies ameaçadas.


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