Fertilização in vitro pode salvar espécie de rinoceronte da extinção


O rinoceronte branco do norte, mamífero mais ameaçado de extinção do planeta, pode ter a sua história mudada pela ciência. Essa afirmação foi feita por cientistas que utilizaram o método da fertilização in vitro para produzir embriões a partir do esperma de dois machos que já morreram.

Sudan, o último rinoceronte branco do norte macho, que morreu em março de 2018 (Foto: Reuters)

Ainda de acordo com os pesquisadores, essa poderia ser uma forma de “resgatar genes valiosos” da subespécie rinoceronte branco do norte, que teve seu último macho morto no começo deste ano, com 45 anos, e conta apenas com duas fêmeas, estando praticamente extinta.

Apesar de os embriões terem sido produzidos usando os óvulos de fêmeas de rinocerontes brancos do sul, uma subespécie próxima que também está em perigo, mas existe em número maior, os cientistas afirmam que o mesmo método pode funcionar com óvulos das duas fêmeas de rinoceronte branco do norte.

Os pesquisadores responsáveis pelo procedimento acreditam que em três anos pode nascer um filhote 100% de rinoceronte branco do norte. As informações são do G1.

As duas únicas fêmeas da subespécie do norte não participaram da primeira fase da pesquisa por se tratar de um procedimento de risco, pois existe uma “enorme artéria” localizada muito próxima dos ovários destes animais.
Os óvulos foram retirados enquanto a fêmea de rinoceronte branco do sul estava sob efeito de anestesia geral. Em seguida, foi injetado esperma dos rinocerontes do norte machos, que já morreram, em cada óvulo. Depois, uma corrente elétrica foi utilizada para estimular que eles se fundissem.

Rinocerontes brancos estão sob forte risco de extinção (Foto: WWF/Save the Rhino/Getty/EPA/Reuters)

Os cientistas tiveram resultados bem positivos com a obtenção de embriões viáveis. “Ninguém acreditou que houvesse esperança para essa subespécie. Mas com o conhecimento que temos agora, nós estamos confiantes de que isso vai funcionar com os embriões de rinoceronte branco do norte. E que nós poderemos gerar uma população viável”, conta Thomas Hildebrandt, do Instituto para Pesquisa de Zoo e Vida Selvagem de Leibniz, na Alemanha, um dos autores da pesquisa.

Porém, a parte da pesquisa sobre a transferência do embrião para a fêmea que servirá de “barriga de aluguel” ainda está bem no início e não foram obtidos resultados positivos em nenhuma espécie de rinoceronte, é o que afirma Terri Roth, especialista em rinocerontes.

Apesar disso, os pesquisadores responsáveis pelo estudo e outros cientistas acreditam que esse é um passo muito importante para conseguir trazer o rinoceronte branco do norte de volta.

Nota da redação: infelizmente, a fertilização in vitro é necessária por conta da caça e do tráfico de animais silvestres – que é fomentado não só pela sociedade em geral, que comete o equívoco de comprar e aprisionar silvestres, mas também por colecionadores particulares e, inclusive, por zoológicos. É preciso que sejam colocadas em prática campanhas de conscientização que visem educar a sociedade a respeito dos direitos animais, dentre eles o direito à integridade física e à vida, além do direito à liberdade e a não ser comercializado como se fosse uma mera mercadoria.


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