Time de futebol feminino dos EUA une veganismo à luta LGBTQ em um único evento


Em período de Copa do Mundo, são muitas as notícias que surgem comprovando o quanto a festa de uns pode ser a tortura de outros – e também o quanto o preconceito ainda é latente na sociedade.

Reprodução

Animais são explorados para entreter público em comemorações, como o urso que foi obrigado a soprar uma vuvuzela enquanto andava em um jeep na Rússia. Fogos de artifício assustam e machucam animais, tanto é que diversos portais e veículos divulgam maneiras de protegê-los nos dias de evento – aqui no Brasil e no resto do mundo.

Alguns casos são mais absurdos: na Tailândia, elefantes foram obrigados a jogar futebol com estudantes da região, como parte de uma campanha contra apostas durante Copa do Mundo 2018.

Essa violência não se restringe apenas aos animais. Casos dos mais variados, de machismo a agressões, até mesmo homofobia, têm saído constantemente na mídia desde que o campeonato se aproximou.

Reprodução | LIVEKINDLY

Aproveitando esse panorama extremamente negativo, e também o mês da visibilidade LGBTQ, as mulheres do time de futebol Orlando Pride – projeto do clube Orlando City -, dos EUA, resolveram fazer um evento para mostrar que a popularidade do futebol pode (e deve) ser usada por uma boa causa.

Elas se uniram a uma organização local, a Orlando Vegans, que promove encontros entre veganos na cidade, e organizaram um jantar livre de crueldade. Foi a primeira “noite vegana” da cidade, e inúmeros restaurantes e produtores locais participaram.

“Junte-se aos Orlando Vegans e mostre seu apoio ao Orlando Pride e às atletas veganas Toni Pressley, Alex Morgan e muito mais. Aqui está sua chance de comer uma deliciosa comida vegana no estádio!”, publicou a Orlando Vegans no perfil do Instagram.

Alex Morgan, medalhista de ouro, campeã da Copa do Mundo da FIFA e atacante do Orlando Pride, se tornou vegana em janeiro e relatou melhora nos níveis de energia. Ela também usa as redes sociais para espalhar mensagens de compaixão pelos animais. Em março, ela apareceu em um anúncio da organização PETA para promover a adoção de animais.

Morgan não é a única que mantém uma dieta à base de vegetais no time. A zagueira do Orlando Pride, Toni Pressley, em entrevista ao jornal Orlando Sentinel em maio de 2017, creditou à sua dieta vegana os seus níveis de energia renovados.

Alex Morgan em campanha para a PETA (Reprodução | PETA)

O evento aconteceu um pouco depois das integrantes do time participarem de um jogo contra outro time da região, a North Carolina Courage. A jogadora brasileira Marta, craque da seleção na Copa do Mundo, foi contratada ano passado pelo Orlando City e está escalada para jogar nesta temporada.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

TRATAMENTO MÉDICO

PROGRESSO

GANÂNCIA

DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

COREIA DO SUL

VEGANISMO

PRESSÃO PÚBLICA

RESILIÊNCIA


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>