Grife britânica Belstaff se junta a outras marcas ao proibir peles de animais em seus produtos


A famosa grife britânica de roupas e acessórios Belstaff anunciou que se juntará a um número crescente de marcas e designers que vêm abandonando os produtos feitos com peles de animais de suas coleções. A responsável por essa mudança seria a recém-nomeada CEO da Belstaff, Helen Wright, segundo especulações de veículos do Reino Unido.

Ela teria aprendido com a organização PETA como os coiotes, entre outros animais, são agredidos e explorados brutalmente para que o comércio de peles continue sobrevivendo.

Reprodução | LIVEKINDLY

É claro que a PETA não deixou esse grande passo da marca em direção à moda consciente passar em branco. “Os consumidores de hoje não querem nada com essa indústria de peles cruel que captura animais em armadilhas de aço bárbaras e esmagadoras, onde eles podem definhar por dias antes de eventualmente morrerem de fome, sede, perda de sangue ou ataques de predadores. Quando não são espancados até a morte ao retornar caçadores”, disse a diretora de projetos corporativos da PETA, Yvonne Taylor, em declaração à mídia.

“A PETA elogia a CEO Helen Wright por fazer a coisa certa para os animais e consumidores, introduzindo uma moderna e compassiva política de não-uso de peles na Belstaff”, continuou Taylor. Estima-se que mais de um bilhão de animais – de coelhos a raposas, martas, ursos e mais – sejam mortos por sua pele anualmente.

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A marca segue os passos de vários designers que proibiram as peles. “Pele? Estou fora disso ”, disse Donatella Versace, da marca italiana que recentemente divulgou que não apoia a exploração de animais na moda. “Eu não quero matar animais para fazer moda. Não parece certo ”.

Em outubro passado, Marco Bizzari, chefe da grife de moda Gucci, fez uma declaração semelhante. “Você acha que usar peles hoje ainda é moderno? Eu não acho que ainda é moderno e é por isso que decidimos não fazer isso. É um pouco desatualizado”.

A mudança também está ocorrendo em um número crescente de cidades e países ao redor do mundo. Luxemburgo atualizou suas leis de direitos animais e tornou-se o décimo país da União Europeia a proibir as fazendas de peles. A lei atualizada também proíbe a morte desnecessária de qualquer animal. A legislação “inova, moderniza, traz mais rigor e precisão às leis de direitos dos animais do país”, disse o ministro da Agricultura de Luxemburgo, Fernand Etgen, em um comunicado. Nos EUA, São Francisco anunciou uma proibição de pele no início deste ano.


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