Ativistas pedem fim de sacrifício animal em festival muçulmano


A prática de sacrificar animais para o festival muçulmano Bakrid está sendo questionada por autoridades indianas e organizações defensoras do bem-estar animal.

A prática de sacrificar animais para o festival muçulmano Bakrid está sendo questionada por autoridades indianas e defensores do bem-estar animal.
Vendedor pesa uma ovelha em um mercado antes do festival Eid al-Adha, em Srinagar. (Foto: AP)

Bakrid, também conhecido como Eid al-Adha, ocorre em agosto. O festival, que se traduz como “a Festa do Sacrifício”, é amplamente celebrado por toda a população muçulmana da Índia.

As celebrações envolvem cerimônias de sacrifício em que os animais, geralmente ovelhas, cabras, camelos e vacas, são mortos e comidos. A prática tem recebido críticas porque, sob as Regras de Prevenção à Crueldade contra Animais elaboradas em 2017, a morte e a venda de animais para fins religiosos é proibida.

No entanto, o sacrifício de Bakrid é ignorado e não existe uma lei específica que impeça isso.

Em um esforço para combater a prática, o Conselho de Bem-Estar Animal da Índia (AWBI), um conselho consultivo do Ministério do Meio Ambiente da Índia, lançou uma campanha que solicita ao governo a aplicação da legislação que proíbe os sacrifícios animais durante o Bakrid. A iniciativa incentiva voluntários em todos os estados e distritos a relatar qualquer caso de sacrifício observado durante o feriado.

No ano passado, grupos religiosos, ativistas pelos direitos animais e clérigos se reuniram no estado de Uttar Pradesh para divulgar uma mensagem sobre o fim dos sacrifícios de animais. Nenhuma ação de remediação política ou autoritária foi tomada no momento.

De acordo com o Hindustan Times, o presidente da organização dos muçulmanos da Índia, (All India Jamiatul Quresh Action Committee), Mohammed Abdul Faheem Qureshi, evitou a campanha do AWBI. “Se eles impuserem as provisões, toda ação será uma ofensa”, afirmou.

Apesar da rejeição, o presidente do AWBI, SP Gupta, continua determinado. “Se o governo do estado não agir a respeito das denúnicas, nós agiremos. Apresentaremos queixas às autoridades policiais e, se isso não funcionar, arquivaremos casos em tribunal contra as autoridades ”, disse Gupta ao Mirror Now News.

A divisão indiana da maior organização de defesa dos direitos dos animais do mundo, a PETA, apoia a campanha. “É ilegal e cruel”, afirmou Manilal Valliyate, CEO da PETA India.

A campanha une numerosos esforços que desafiam idéias religiosas sobre a relação entre humanos e animais.

Em agosto passado, a Dinamarca introduziu uma nova lei que posicionou os direitos dos animais antes da religião ao proibir a produção de carnes Halal e Kosher, que exigem que o animal não seja atordoado durante sua morte.

E, mais recentemente, estreou o filme  “ANIMA: Animais. Fé. Compaixão.” que une líderes religiosos de uma variedade de crenças para incentivar a mudança nas tradições religiosas e promover a compaixão para todos os seres vivos.


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