EUROPA

Instituições de caridade fundarão santuário para elefantes explorados em circos

Após a restrição do uso de animais em circos na Europa os animais precisam de um lar onde terão a liberdade que merecem

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13/06/2018 às 16:30
Por Paula Borim, ANDA

Dois grandes grupos defensores dos direitos animais afirmaram que estão montando o primeiro santuário europeu para elefantes explorados para entretenimento humano em circos.

A World Animal Protection disse que o santuário será criado em colaboração com a instituição de caridade Elephant Haven, na região francesa de Limousin, e alguns áreas dele já estarão funcionando até o setembro.

Circos em toda a Europa exploravam mais de 100 elefantes em apresentações que envolviam crueldades.

O santuário será criado para abrigar os elefantes que serão libertos de circos

No dia 27 de maio, elefantes do circo de São Petersburgo participam do desfile durante a celebração do 315 aniversário de São Petersburgo, no centro de São Petersburgo, Rússia. (AP Photo / Dmitri Lovetsky, arquivo)


“Não há lugar para os elefantes libertos se estabeleceram na Europa, e estamos satisfeitos em poder oferecer a eles um porto seguro”, disse Tony Verhulst, co-fundador da Elephant Haven, em um comunicado.

Uma plataforma também será construída no local para que visitantes e turistas observem de forma segura os elefantes vagando livremente e se comportando como se estivessem em seu habitat.

Os grupos dizem que o projeto surgiu após o lobby bem-sucedido do Parlamento dinamarquês, que anunciou recentemente seu compromisso de proibir o uso de animais selvagens em circos.

Quatorze outros países europeus implementaram recentemente proibições semelhantes, muitas das quais entram em vigor este ano, segundo os grupos.

“O compromisso da Dinamarca em banir os elefantes de circo é uma grande vitória para nós e faz parte de uma reação em cadeia em toda a Europa para acabar com a miséria e o sofrimento desses animais majestosos”, disse o CEO da World Animal Protection, Steve McIvor.

“Esses elefantes sofreram uma vida maus-tratos, mantidos em cativeiro e forçados a suportar um treinamento cruel e intensivo para torná-los ‘seguros’ para interagir com as pessoas e entreter”, acrescentou.

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