EXPLORAÇÃO ANIMAL

Cães são explorados para combate à criminalidade em aeroporto em SC

Impedidos de viver uma vida normal, os cachorros são explorados para benefício humano.

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13/06/2018 às 10:30
Por Redação

O Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, de Jaguaruna, em Santa Catarina, passou a explorar, há pelos menos 15 dias, quatro cachorros das raças pastor malinois e pastor alemão.

(Foto: PM/Divulgação – montagem G1)

Colt Blue, Thor, Bruce e Focus são explorados para o combate à criminalidade. Acompanhados de três sargentos e de um tenente da Polícia Militar, eles são obrigados a participar de atividades de risco e podem ser expostos à presença de pessoas perigosas, já que terão que verificar a presença de drogas ilícitas, armas de fogo e artefatos explosivos nas malas das pessoas que passarem pelo aeroporto. As informações são do portal G1.

Além das atividades de risco – que já levaram um cão a ser ameaçado de morte por traficantes no Rio de Janeiro -, a presença dos cachorros no aeroporto com o intuito de forçá-los a combater o crime é prejudicial para eles também pelo fato de que eles tiveram que ser submetidos a um intenso treinamento que contraria a natureza de cada um deles e os obriga a realizar ações e a obedecer a comandos anti-naturais. Impedidos de ter uma vida normal, na qual viveriam de acordo com desejos e propósitos próprios, esses animais são covardemente forçados a realizar atividades que em nada os beneficiam apenas para trazer vantagens aos humanos, o que é totalmente exploratório.

Entretanto, a exploração imposta aos cães não é a única problemática do caso, já que o pastor alemão Bruce foi comprado de um canil no Rio de Janeiro, conforme informou o tenente Comandante do 1º Grupo de Policiamento de Cães Canil, Davyd Xavier Cardoso. A Polícia Militar, portanto, além de explorar cachorros, também incentiva o comércio de animais, reforçando a ideia equivocada de que seres vivos são mercadorias passíveis de venda e colaborando para que uma prática que frequentemente é foco de denúncias de maus-tratos contra animais continue existindo.