Ativistas aproveitam Ano do Cão Chinês para pedir fim do comércio de carne de cachorro


 

O ano do cão têm sido uma oportunidade para que os ativistas pelos direitos animais na China, lutem pela proibição do comércio de carne de cachorro, que é considerada uma tradição em algumas partes do país.

Eles defendem que esta é a hora certa para que o partido comunista revitalize um projeto de lei de crueldade contra animais, de 2009.

De acordo com uma pesquisa encomendada por um grupo de defesa dos direitos animais, menos de um terço dos 1,4 bilhão de habitantes da China já comeu carne de cachorro. Esse hábito é popular apenas em regiões específicas nas partes sul, central e nordeste da China.

“Eu sinto como se estivesse esperando por esse tipo de lei toda a minha vida”, disse Wang Liping, de 60 anos, que administra um abrigo para cachorros nos arredores de Pequim.

Todo fim de semana, um grupo de jovens, em sua maioria, e amantes de animais viaja da cidade para se voluntariar no abrigo de Wang, limpando e cuidando de centenas de cães abandonados.

Os voluntários estão convencidos de que o abrigo salvou muitos animais dos comerciantes de carne de cachorro.

“Há muitas pessoas na China que comem carne de cachorro porque é um costume tradicional”, disse Wang.

“Mas essas coisas podem ser mudadas.”

Ativistas como Han Yingjie dizem que o roubo de cachorros é responsável pelo grande volume desse comércio.

“Você não pode lucrar criando um cachorro pela sua carne porque custa muito caro para alimentar ele”, disse ele. “Mas se você roubar um cachorro, você pode lucrar.”

O sr. Han e uma rede de voluntários trocam informações sobre caminhões que transportam cães e os seguem por rodovias na tentativa de detê-los.

“Eu me lembro de quando comecei a resgatar cães, os caminhoneiros não estavam preparados”, disse ele.

“Nós ligamos para a polícia e, com a ajuda deles, resgatamos os cães”.

“Mas, com o tempo, os motoristas de caminhão começaram a chamar mafiosos para nos ameaçar. Alguns tinham facas, boomerangs e até armas.”

Os grupos de defesa dos direitos animais estão cautelosos com a cobertura da mídia estrangeira pois a China não é conhecida por sua tolerância aos grupos da sociedade civil.

Mas parece que o trabalho que eles fazem tem apoio crescente entre a classe média urbana da China, à medida que aumenta o número de animais domésticos.

Aqueles que são contra o comércio de carne de cachorro focaram seus esforços nos últimos anos em um festival anual de verão na cidade de Yulin, no sul, que promove esse tipo de horror.

Se o projeto de lei sobre a crueldade contra animais fosse revisto, poderia proibir o assassinato de cães para consumo de carne definitivamente.

Wu Xianghai, dono de um restaurante de carne de cachorro, diz que isso acabaria com uma tradição local.

Mas Han Yingjie, o ativista, diz que essa é uma tradição que deve ser eliminada.

“A diminuição de pés femininos por meio de pressão e equipamentos de tortura também é uma tradição – as mulheres ainda fazem isso?”, rebate ele com esse argumento sem possibilidade de resposta.


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