Produção de óleo de palma está dizimando vida animal e vegetal


A produção de óleo de palma está dizimando a vida animal e vegetal na Malásia e na Indonésia e ameaça as florestas virgens na África Central e na América do Sul, alertou esta semana um importante grupo internacional de conservação. A perda de habitat devido à expansão das plantações levou algumas das espécies mais emblemáticas do planeta – incluindo orangotangos, tigres e alguns gibões – à beira da extinção, disse a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em um relatório.

(Foto: Reprodução/ Seremos História?)

“O óleo de palma está dizimando a rica diversidade de espécies do sudeste da Ásia enquanto corrói faixas de floresta tropical”, disse o principal autor do estudo, Erik Meijaard, chefe da Força-Tarefa do Óleo de Palma da organização.

Mas proibir novas produções nos trópicos só mudaria o problema para outros lugares, à medida que a demanda dos consumidores por óleos vegetais aumentar, alertou o relatório.

“Quando você considera os impactos desastrosos do óleo de palma na biodiversidade a partir de uma perspectiva global, não há soluções simples”, disse o diretor-geral da IUCN, Inger Andersen.

“Metade da população mundial usa óleo de palma nos alimentos e, se o proibirmos ou boicotarmos, outros óleos mais sedentos por terra provavelmente tomarão seu lugar”.

A colza, a soja e o girassol requerem até nove vezes mais terra para produzir uma quantidade equivalente de óleo.

No total, 193 animais e plantas ameaçados de extinção na Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas são prejudicados por essas plantações lucrativas.

Em Bornéu – a maior região produtora de óleo de palma do mundo, com 8,3 milhões de hectares plantados a partir de 2016 – metade das florestas tropicais perdidas de 2005 a 2015 foram destruídas pelo desenvolvimento das plantações.

Em todo o mundo, as plantações de óleo de palma cobrem 250.000 quilômetros quadrados, uma área aproximadamente do tamanho da Itália.

Mais de 90% da produção atual está na Indonésia e na Malásia, mas as plantações estão se expandindo rapidamente na África Central e em partes da América Latina.

“Como o óleo de palma é cultivado nos trópicos ricos em espécies, isso pode ter efeitos catastróficos na biodiversidade global”, alertaram os autores do relatório.

Fonte: UOL


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