Primeiro santuário de belugas do mundo será lar de animais salvos de cativeiro


O primeiro santuário do mundo para baleias beluga está sendo construído em uma baía na Islândia para abrigar animais salvos de cativeiro.

O local é resultado da iniciativa do Sea Life Trust, que tem como objetivo oferecer um lar mais natural para duas baleias beluga que vivem em um aquário na China desde 2011.

As duas fêmeas conhecidas como Little Grey e Little White serão levadas em uma viagem de quase 10.000 quilômetros. Elas sairão do Changfeng Ocean World, em Xangai, para tornarem-se as primeiras residentes do Sea Life Trust Santuário de Baleias Beluga no início de 2019.

O projeto, em parceria com a Whale and Dolphin Conservation (WDC), visa liderar o caminho para a reabilitação de outras baleias que vivem em cativeiro, de forma a melhorar o bem-estar delas  em ambientes maiores e mais naturais.

O primeiro santuário de baleias belugas será lar de animais que foram explorados por aquários e passaram toda sua vida em cativeiros. Foto: Reprodução
O primeiro santuário de baleias belugas será lar de animais que foram explorados por aquários e passaram toda sua vida em cativeiros. Foto: Reprodução

Espera-se que a criação do santuário ajude a acabar com a indústria de shows de entretenimento que exploram baleias e golfinhos.

Little Grey e Little White, ambas com 12 anos de idade, estão sendo capacitadas para a jornada por ar, terra e mar até o santuário com um programa de treinamento que irá acostumá-las a equipamentos utilizados durante o processo.

As baleias de 4 metros de comprimento também estão sendo preparadas para as condições que encontrarão na nova casa. Elas estão realizando treinamentos para prender a respiração por mais tempo, para os mergulhos que poderão fazer na baía e para nadar em marés e correntes.

A ingestão de calorias dos animais foi aumentada para criar uma camada extra de gordura para que seja possível suportar as temperaturas frias das águas subárticas da Islândia. A piscina de concreto onde vivem em Xangai também está lentamente se tornando mais gelada para facilitar a adaptação.

Quando Little Grey e Little White completarem a viagem de 30 horas, junto a uma equipe de veterinários e especialistas que assegurem o bem-estar delas, as belugas serão inicialmente mantidas em uma piscina perto da baía para se acostumarem às novas condições. Elas também serão apresentadas às criaturas que encontrarão na nova casa, como caranguejos e plantas. 

Depois, elas serão, então, introduzidas em uma entrada natural do mar na Baía de Klettsvik, com 32.000 metros quadrados e uma profundidade de até 10 metros, fechada com uma rede que fornece uma área segura contra ameaças.

Os especialistas acreditam que o casal, originalmente da Rússia, nunca estará pronto para uma vida totalmente selvagem, por causa do tempo que passaram em cativeiro.

Mas o santuário lhes proporcionará um ambiente muito mais espaçoso e natural, onde poderão se comportar como belugas selvagens pelo resto da vida, que pode durar até 40 ou 50 anos, disse a equipe.

A Merlin Entertainments, que se opõe a manter os animais como baleias e golfinhos em cativeiro para entretenimento, começou a busca para encontrar um novo lar para Little Gray e Little White após comprar a Changfeng Ocean World, em 2012.

A empresa forneceu fundos para cobrir os custos de construção do santuário e realocação das belugas para o projeto.
Andy Bool, chefe da Sea Life Trust, disse: “estamos muito satisfeitos em inovar no bem-estar animal marinho com a criação do primeiro santuário do mundo para as baleias beluga. Este projeto tem anos de planejamento e é uma solução pioneira para como a indústria do aquário pode reformular o futuro das baleias em cativeiro”.

Ele acrescentou que “fornecer um habitat mais natural para que Little Gray e Little White mergulhem em águas frias e interajam com o ambiente natural aumentará muito sua qualidade de vida”.

O santuário também incluirá instalações para cuidar das baleias e um centro de visitantes.

Chris Butler-Stroud, executivo-chefe da WDC, disse que espera que a iniciativa torne-se um exemplo para a criação de outros santuários para baleias e golfinhos em cativeiro, que são extremamente necessários para garantir a saúde e bem-estar desses animais.


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