Como ser vegana na gestação?


Muito tem se falado em veganismo, uma opção de vida que exclui completamente alimentos e qualquer derivado de origem de animal, que é pautado basicamente no respeito aos animais, condenando qualquer tipo de exploração.

Reprodução

Mas quando o assunto é alimentação, alguns questionamentos partem de quem pretende adotar o estilo de vida, sobretudo no que diz respeito ao fornecimento de nutrientes necessários ao pleno funcionamento do organismo. O ponto fica é ainda mais rodeado de dúvidas quando trata-se de gestação. Finalmente, uma grávida pode manter dieta vegetariana ou vegana sem prejudicar o bebê?

De acordo com a nutricionista Elueni Costa, é totalmente possível adotar o veganismo no período de gravidez e manter o estado de saúde do feto e da mãe. Alguns ajustes podem ser feitos a fim de reforçar o aporte nutricional no período, com mais frutas, vegetais, leguminosas e suplementos nutricionais.

“Essa é a posição de entidades prestigiadas no setor de nutrição, como a American Dietetic Association e a Academy of Nutrition and Dietetics, ambas dos Estados Unidos. Esta última publicou no final de 2016 um artigo, no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, no qual dá seu aval para dietas vegetarianas e veganas, incluindo o período de gravidez e amamentação”, reforça Elueni.

Ainda segundo a Academy of Nutrition and Dietetics, dietas vegetarianas e veganas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem fornecer benefícios na prevenção e no tratamento de certas doenças. “Entre elas, doenças do coração, diabete tipo 2, pressão alta, obesidade e alguns tipos de câncer, sobretudo os gastrointestinais”, detalha a nutricionista.

Os estudos sobre o veganismo e vegetarianismo ainda revelam benefícios nas gestantes voluntárias em relação ao peso: elas apresentaram menor sobrepeso ao fim do primeiro trimestre de gravidez e redução de complicações, como diabete gestacional.

“É preciso aumentar a ingestão de legumes, verduras e frutas, além de buscar a ajuda de um profissional. Não é só deixar de comer carne, mas fazer com que os nutrientes da carne venham de outros alimentos”, diz a nutricionista Elueni. “Não vale trocar a carne por massa, pão ou lasanha”, alerta.

Substituindo
A carne é fonte essencial de ferro, zinco, vitamina B-12 e ômega 3, apontados como essenciais pela Academy of Nutrition and Dietetics. Para ter nove meses tranquilos, a entidade recomenda reforçar o consumo de uma série de alimentos no lugar da carne e, caso o nutricionista ache necessário, usar suplementos.

A nutricionista Elueni Costa dá orientações sobre como fazer boas substituições de ingredientes, que vão garantir o fornecimento ideal de nutrientes em um período que o organismo da mulher demanda reforço por conta do bebê.

Nutrientes e suas fontes
Ferro. Essencial para a formação dos glóbulos vermelhos, em quantidade insuficiente, a grávida pode ficar anêmica. Para substituir a proteína animal, recorra a leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja), em vegetais e folhas escuras, como rúcula, couve, brócolis e espinafre.

Para otimizar a absorção do mineral pelo organismo, é necessário aumentar também o consumo de vitamina C, facilmente encontradas na laranja, limão, abacaxi e acerola. Evite café, chá e refrigerante à base de cola, esses itens atrapalham a absorção do ferro

Ômega 3. Encontrado na carne de peixes de águas frias e profundas, o nutriente também aparece na linhaça, na chia ou, em menor quantidade, em outras oleaginosas. “Ele é importante para o desenvolvimento cognitivo e cerebral do feto e também tem funções anti-inflamatórias, ao estimular a circulação da grávida”, diz Elueni. “Há estudos que apontam que o ômega 3 também está relacionado a uma menor taxa de depressão na gestação e no pós-parto”, afirma.

Vitamina B12. Abundante na carne, é encontrada em leite e derivados, ovos. Na quinoa existe em pouquíssima quantidade. “É importante para o sistema nervoso central”, ressalta. As veganas devem investir na suplementação e prestar atenção na procedência porque a B12 existe apenas na origem animal.

Zinco. Importante também para a formação do sistema nervoso central do feto, assim como do sistema circulatório, dos órgãos e para o próprio metabolismo do bebê, é fornecido por cereais integrais como arroz integral, aveia e trigo, ou em leite e alguns derivados.

Serviço
Elueni Costa – 3019.6034. Instagram: @nutrieluenicosta

Fonte: Folha Pé


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

DESMATAMENTO

BARBÁRIE

PRESSÃO INTERNACIONAL

INVOLUÇÃO

UNIÃO

PREVENÇÃO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>