Lei que proíbe a criação de grandes felinos como animais domésticos será votada nos EUA


Se aprovada a lei Big Cat no Senado dos EUA grandes felinos como leões e onças serão probibidos de serem criados como animais domésticos | Foto: Conroe Police Department
Se aprovada a lei Big Cat tornará ilegal manter grandes felinos, como leões, onças e tigres como animais domésticos | Foto: Conroe Police Department

Um projeto de lei federal acaba com a tutela privada de grandes felinos, como tigres, leões, leopardos e onças-pardas mantidos como animais domésticos, assim como a de seus filhotes, foi reintroduzido no Senado dos Estados Unidos. Infelizmente, o projeto não acaba com as exposições públicas desses animais, o que seria o ideal, apenas as limita àquelas que não violam a lei.

Em recentes notícias, como a da exibição desumana de um tigre em um baile de formatura de uma escola em Miami (EUA), a indignação pública ficou evidente, bem como quando foi noticiado que agentes federais descobriram um filhote de tigre em uma mochila, na fronteira do México, e ainda a confusão causada quando um tigre doméstico foi encontrado andando em um bairro do Texas.

Esses exemplos só ressaltam a crescente preocupação pública com o tratamento dado a esses grandes felinos, e os patrocinadores da Lei de Segurança Pública para Grandes Felinos (BCPSA, na sigla em inglês), deixaram claro que estão prestando atenção.

O senador Richard Blumenthal, de Connecticut, foi quem apoiou a reintrodução da última versão da Lei de Segurança Pública Big Cat HR1818, que foi originalmente apresentada à Câmara em março de 2017, pelo deputado Jeff Denham.

Ao reintroduzir da BCPSA, senadores de seis estados se juntaram a mais de 130 membros bipartidários da House of Representatives, para pedir o fim do comércio e do abuso a grandes felinos em cativeiro.

“Este projeto de senso comum é uma resposta urgente e necessária ao fato de grandes serem mantidos em situações inseguras e abusivas em todo o país”, afirma Prashant Khetan, CEO e conselheiro geral da Born Free USA, uma das várias organizações de bem-estar animal que estão apoiando este projeto de lei. “Milhares de grandes felinos são atualmente criados como animais domésticos ou em zoológicos móveis mau equipados, o que representa um risco grave a segurança das pessoas que vivem nas comunidades vizinhas, e claro, ao bem-estar dos próprios animais. Já é hora de termos uma lei federal que possa impedir essa prática desumana”, completa ele.

O projeto, se tornado lei, manteria os grandes felinos longe das mãos de indivíduos comuns, criadores e expositores além de oportunistas inescrupulosos que historicamente tiram vantagens das brechas na lei para contornar as restrições existentes. A BCPSA acaba com essas brechas, ao mesmo tempo em que oferece isenções para santuários de vida selvagem. Infelizmente o projeto ainda não acaba com as exposisões públicas a que esses animais são tristemente submetidos, o que seria o ideal, apenas as limita a expositores licenciados pelo Departamento de Agricultura que atendam aos padrões básicos de proteger do público e dos animais.

“Contar apenas com santuários de animais para acolher animais indesejados e geralmente negligenciados não é uma solução viável para a crise dos grandes felinos”, disse Carole Baskin, fundadora e CEO da Big Cat Rescue (ONG que resgata tigres, leões, leopardos, onças-pardase outros grandes felinos). “Quando grandes felinos são equivocadamente mantidos como animais domésticos ou cruelmente explorados em empresas de entretenimento, eles muitas vezes suportam um tremendo sofrimento por anos em condições deploráveis, com nutrição inadequada e pouco ou nenhum cuidado veterinário. Quando os proprietários não querem mais os ‘gatos gigantes’ ou eles são apreendidos pelas autoridades, o custo financeiro substancial para abrigar, alimentar e prover cuidados veterinários de longo prazo para esses grandes felinos recai sobre os santuários. A BCPSA vai finalmente abordar o tratamento desumano dado a grande maioria dos grandes felinos na América”, acredita ela.

Baskin observou que são gastos cerca de US $ 10.000,00 por ano em comida e veterinário para um tigre.


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