Estudo aponta que cerca de 40% dos chineses estão diminuindo consumo de carne

Redação
June 5, 2018

Chineses diminuem o consumo de carne e aumentam o consumo de vegetais, tofu e carne vegana | Foto: Divulgação
Chineses diminuem o consumo de carne e aumentam o consumo de vegetais, tofu e carne vegana | Foto: Divulgação

Um relatório recente publicado pelo The New Zealand Institute for Plant & Food Research Limited revelou que os consumidores chineses estão reduzindo de forma ativa seu consumo de carne.

O relatório, realizado com base em uma pesquisa da Mintel Consulting, foi liderado pelo Ministério de Indústrias Primárias com o objetivo de antecipar o futuro do sistema de alimentos da Nova Zelândia e as atividades de exportação no país, adaptando o mercado de acordo com esse resultado. Intitulado “Proteína: Uma Perspectiva Chinesa”, ele dá detalhes de como a indústria de carne na China pode estar enfrentando um futuro incerto.

Pelas últimas três décadas, a carne e os produtos lácteos têm estado no topo da lista de alimentos consumidos do país. “Eu acho que é justo dizer que há duas forças em jogo na China: de um lado as pessoas saindo da pobreza em áreas rurais que estão aumentando seu consumo de proteína animal (que tradicionalmente não podiam comprar)”, disse Michal Klar, investidor da indústria de alimentação a base de vegetais, focado em melhorar a sustentabilidade da Ásia, disse à LIVEKINDLY, “e de outro a população urbana mais rica está se comportando de forma semelhante às sociedades ocidentais, o que impacta em uma mudança no consumo de proteína.”

O relatório observou que quase 40% dos consumidores chineses passaram a reduzir sua ingestão de carne e estão consumindo em lugar dela, mais vegetais, tofu e substitutos a base de carne vegana. No início deste ano, foi lançado em Hong Kong uma carne suína vegana batizada de “superalimento de porco” para incentivar ainda mais os consumidores chineses a desistirem da carne.

Dietas ricas em carnes processadas e laticínios, entre outros alimentos altamente calóricos, têm sido frequentemente associadas ao aumento do risco de desenvolver diabetes e câncer, enquanto dietas a base de vegetais têm sido aclamadas como uma solução para reduzir o risco de doenças cardíacas, diversos tipos de câncer, diabetes e doença hepática, entre outras.

Como um documentário vegano lançado no ano passado destacou, a produção de laticínios, carne e couro é interdependente, portanto não se pode consumir apenas de um único comércio, o de vacas por exemplo (carne e leite), sem também alimentar os outros.

Recentes pesquisas afirmam que a comida vegana pode retardar a mudança climática, uma vez que que os alimentos à base de vegetais requerem significativamente menos recursos para serem produzidos do que os alimentos de origem animal e emitem comparativamente muito menos gases de efeito estufa.


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